A dica é para quem vive na ponte-aérea e acaba sentindo saudades de casa: São Paulo também tem um pouquinho de Ipanema.
Cheio de ginga, o Pirajá, bar que carrega o nome de uma das ruas mais movimentadas de nosso bairro, tem a importante missão de levar um pedaço da Cidade Maravilhosa para a Terra da Garoa. Seja nos petiscos típicos dos botecos cariocas ou nos pratos e drinks que homenageiam ilustres personagens do Rio de Janeiro. O Pirajá tem o clima que o Rio pede, só que instalado em um prediozinho da famosa Avenida Brigadeiro Faria Lima.
Outro sopro “ipanemense” do outro lado da Via Dutra é o prato batizado de Ipanema do restaurante Mestiço. Preparado com robalo ao molho de laranja com gengibre, espinafre e palmito pupunha grelhado, o prato é uma das várias atrações do restaurante que se auto-define como “mistura de tailandês com baiano”, mas que apresenta os sabores da chamada cozinha contemporânea.
Pirajá
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 64
Pinheiros - São Paulo
(11) 3815-6881
Mestiço
Rua Fernando Albuquerque, 277
Consolação - São Paulo
(11) 3256-3165
Lançamento do livro Chaves, do bem sucedido artista carioca Marcos Chaves. A obra compila suas séries fotográficas, objetos, intervenções e instalações. Na Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572 às 19h.
Sexta-feira
Noite de autógrafos com Tara McPherson, artista gráfica representada pela galeria Jonatha LeVine de NY. Com suas pinturas e serigrafias, McPherson é uma integrante do Pop Surrealista contemporâneo. Na La Cucaracha, Rua Teixeira de Melo 31, loja H, às 20h.
Já sabemos que este blog é parte do movimento Mais Ipanema, projeto que homenageia o bairro e é também responsável pela adoção e revitalização do Parque Garota de Ipanema, em obras no momento. Para nos contar um pouco mais sobre esta história convidamos Nina Almeida Braga, diretora do Instituto e que é a organização co-adotante do parque junto a Grendene.
- O que é exatamente a adoção do Parque Garota Ipanema pelo Instituto e?
O instrumento de adoção é um mecanismo através do qual o poder público - no caso a Fundação de Parques e Jardins (vinculada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente) - delega para a sociedade civil a responsabilidade pela gestão de uma área pública. Então, desde julho de 2008 - quando o Instituto e venceu a licitação - passamos a cuidar do Parque e a manter um diálogo permanente com a Fundação Parques e Jardins. Isto porque o adotante, por ser o cessionário de um bem público, sempre tem que submeter suas propostas e projetos ao poder municipal. Até agora tudo fluiu bem, mesmo porque o governo tem percebido que queremos o melhor para o parque.
- Quais as principais motivações do Instituto e em adotar especificamente o Parque Garota de Ipanema?
É a de fazer do Parque Garota de Ipanema uma ‘vitrine’ do que pode ser um e-park, ou seja, um local onde haja uma confluência entre a sustentabilidade e a criatividade, aliada a uma convivência produtiva entre diferentes “tribo”‘. Isto inclui “‘recuperar” para a população um ícone do estilo de vida carioca, que repercute tanto no Brasil quanto em outros lugares do mundo e contribuir para que o valor de Ipanema e, especialmente, do Arpoador - berço do surf e do circo voador volte a ser reconhecido.
Também, queremos mostrar que é possível construir e solidificar parcerias entre segmentos da população com distintos perfis sócio-econômicos, introduzindo o conceito de ‘peace park’ criado pelo Mandela para desconstruir as fronteiras artificialmente construídas.
- E a parceria com a Grendene/Sandália Ipanema RJ como surgiu?
Surgiu a partir de uma compreensão apresentada pelo presidente do Instituto-e, Oskar Metsavaht, à diretoria da Grendene de que não bastava desenhar um novo modelo de sandália. A idéia foi de acordo com as intenções da empresa de fazer algo mais: contribuir para a revitalização do bairro e seu lifestyle. A adotar o parque com recursos provenientes de um percentual sobre as vendas das sandálias Ipanema RJ veio disso aí.
- Como a prefeitura atua nessa história? No que ela intervém, decide, autoriza?
Como dito anteriormente, a Prefeitura continua a ser a ‘proprietária’ do PGI. Nós somos aqueles a quem foi cedido este espaço público. Qualquer sugestão ou idéia nossa para uso do parque passa pelo crivo da administração municipal.
- Você acredita que a recuperação do parque vai motivar os moradores à frequentarem e manterem o local?
Sim, desde que o poder público faça sua parte, ou seja, garanta a segurança dos frequentadores. Este item é fundamental e por isto estamos em contato tanto com a Guarda Municipal quanto com a PM.
Caso este quesito de segurança seja efetivamente solucionado, tenho certeza de que muita gente vai passar a ir ao parque. Afinal, como dito, é um lugar q está na memória afetiva de muitos q assistiam aos shows de música na década de 80 que marcaram época num dos cenários mais lindos do mundo. A natureza foi generosa com o Arpoador e o carioca e seus amigos anseiam por finalmente usufruir desta maravilha.
- Como a sociedade pode contribuir para que projetos assim dêem certo?
De várias maneiras: exigindo que o poder público faça sua parte; reconhecendo o mérito de empresas - como a Grendene - que abrem mão da sua margem de lucro para investir em projetos sociais e, sobretudo, apoiando as ONGs para que, tal qual o Instituto-e, congreguem esforços para preservar um estilo de vida no qual o respeito à natureza e ao ser humano é absolutamente fundamental. No caso deste Parque, almejamos que a população torne a se sentir ‘dona ‘ de um espaço que é de todos.
Veja o texto de Graça Cabral (diretora do SPFW) sobre o tema do evento: Brasileirismos. Como deveria ser, destacamos a expressão “o país de Ipanema”. Afinal é ou não é um país? Comente.
“Há quem diga que somos o país do futuro.
Há quem diga que somos o país do futebol.
Há quem diga que somos o país da gandaia, das festas, do carnaval, dos afetos.
O país do ôba-ôba, do jeitinho, da simpatia.
Há quem diga que somos o país da diversidade e das misturas.
Há quem diga que somos o país da caipirinha e do êxtase.
O país das bossas, da liberdade e da libertinagem.
O país da floresta, a salvação do mundo.
O país do Pelé e dos Ronaldinhos, da Carmen Miranda e do Zé Carioca, do Caetano e dos Gilbertos e das Giseles. O país de Ipanema, Iara, moqueca, Iracema e jacarandá.
Do babaçu, da brancarana e das fulôs.
Da prosa e do biquíni.”
(Graça Cabral)
Encontramos na loja pop-up da São Paulo Fashion Week um pedaço de Ipanema… Lá estão expostas sete versões do famoso toy art Munny customizadas por marcas que desfilam no evento, tais como Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch, Neon e Osklen.
No mood do movimento United Kingdom of Ipanema a Osklen criou o visual do seu Munny assim:
Inspirados no documentário Faixa de Areia, que conta as peculiaridades das praias da cidade (e “as praias que existem na praia”), fomos ontem, domingo de sol, no espaço entre as ruas Farme de Amoedo e Vinícius de Moraes.
No post Ipanema Party Time comentamos sobre a Vivo Summer House, no casarão da avenida Vieira Souto. O espaço foi inaugurado no último domingo com ensaio do bloco Sapucapeto de Leandro Sapucahy e Isabela Capeto. Com duas pistas de dança, sala para filmes, quiosque Zazá Bistrô, Koni Store e programação intensa promete fazer verão.
Na missão de saber (e contar) mais sobre o lifestyle de Ipanema, conversamos com o surfista Marco Antônio também idealizador e responsável pelo site Pier de Ipanema. Conhecido como Coyote na época que o Pier (1970-73) era o lugar de se fazer história, ele afirma que “Ipanema sempre será Ipanema.” A foto que ele nos cedeu para ilustrar este post é autoria de Fedoca, figura também fundamental nas ondas dessa história.
Como foi o início da sua história com o Pier?
Eu morava em Copacabana, de frente para o atual Othon Palace Hotel, na rua Xavier da Silveira, esquina com av. Atlântica. Vi o hotel ser construído. Como nem sempre as ondas eram boas em Copacabana, o jeito era ir para Ipanema. Foi então o surf que me levou a Ipanema. E lá chegando, a visão do Pier me marcou muito. Talvez seja essa a razão da minha fixação com esse point, era uma imagem indescritível. Essa foto (abaixo) é uma das que mais me tocam, talvez por se parecer com a imagem que vi naquele dia. Era um dia chuvoso, o mar enorme, perfeito e a praia vazia por causa da chuva e da hora. Meu dia-a-dia, era acordar antes do sol, pegar a prancha, correr até a casa de meu amigo Dadá (assassinado aos 18 anos numa chacina), e juntos percorrer a av. Atlântica, Francisco Otaviano até o Pier, também sempre dávamos uma vistoriada na praia do Diabo antes de decidir aonde cair. Isso era todos os dias, com sol, chuva, tempestade. Saíamos do mar em tempo de chegar em casa, tomar um banho, almoçar e ir para a aula. Isso quando o mar não estava bombando, que aí a aula ficava para outro dia.
Quais são as figuras lendárias daquele período?
São muitos conhecidos: Rico, Peti (Menino do Rio), Ricardo Bocão, Ceceu, Zeca Proença, Marcelo Kaneca, Tito Rosemberg, Maraca, Vanderbill, Mudinho, Pepê… É muita gente e ficaria bastante extenso falar de todos, mas no site do Pier de Ipanema estaremos contando as histórias de cada um. Tem algumas curiosidades como o estilo inconfundível do Daniel Sabbá (que surfa como se estivesse ligado numa tomada tomando um choque de 200 mil volts, o Monalisa que curtia usar o short florido havaiano moda na época) bem baixo, exibindo ousadamente alguns fios de cabelos que escandalizavam as mamães com suas “cocotas” no calçadão. Era um tal de virar a cara horrorizadas… Mas sempre esticando um olho… Bons tempos…
O que você acha que ainda ficou daquela época na Ipanema de hoje?
Ipanema sempre será Ipanema. Faça o que fizerem, a essência permanece. Claro que não é a mesma Ipanema. Como diria o I Ching: “Nunca as mesmas flores, mas sempre a primavera.” Fazíamos as mesmas coisas que os jovens fazem hoje. Acordar cedo, ir a praia, pegar onda, encontrar a galera, jogar conversa fora, paquerar, muitas festas, barzinhos, mas havia algo diferente… Refletindo , cheguei a conclusão qu não éramos conduzidos ou empurrados pela vida, como vejo hoje os jovens (claro que nem todos). A vida nos levava sim, como é de sua natureza, mas havia uma cumplicidade entre nós. Essa palavra para mim resume o que representou o Pier de Ipanema: imntensidade. Fomos intensos e a vida foi intensa conosco. E talvez por isso o período Pier de Ipanema tenha sido tão curto. Será a intensidade efêmera ?
Até hoje vocês se reúnem, certo? Há um clima de nostalgia do tipo “naquele tempo era melhor”?
Com a criação do site, ficou mais fácil reunir a galera. Tivemos 2 encontros na praia do Arpoador, uma festa na boate Casual em Ipanema, com show dos Piratas do Rio (comandado pelo legendário Zeca Proença) e uma festa no “Parada da Lapa”, animada pelo DJ Pierre, com show da Bolha e Grupo Soma, exibição do filme “1972″ e do curta “Memórias do Pier”, exposição de fotos de Fedoca, Sérgio Leandro, KKU e Mac Mac. As fotos podem ser conferidas no site em http://www.pierdeipanema.com.br/assuntos/festa. Com relação ao clima de nostalgia, rola muito mesmo. Você escuta coisas do tipo: “nós erámos felizes e sabíamos disso…” ou “nós somos privilegiados por havermos vivido aqueles anos setenta no Rio e em Ipanema-Copacabana”
E o seu projeto www.pierdeipanema.com.br surgiu como?
O Pier nunca saiu de minha cabeça. Chegei a ser chamado pelo Celsinho de Mr. Pier. Que honra! Desde o início da internet pensei em colocar uma página falando sobre o Pier, porém achava que as histórias não iriam interessar mais que meia-dúzia de “velhos surfistas gagás”. O tempo passou e com a existência do Orkut, criei sem muita pretensão uma comunidade e atráves dela foi possível reencontrar vários frequentadores, amigos e pessoas que não viveram mas tinham curiosidade em conhecer as histórias. Fotos eram enviadas para meu email e eu precisava de um espaço para publicá-las, já que naquela época o Orkut permitia apenas algumas poucas fotos. Como assinava o Uol, criei um fotolog: http://pierdeipanema.nafoto.net/ que fez sucesso em pouquíssimo tempo. Resolvi então criar um site, que foi ao ar no dia 19/11/2006, onde poderíamos ter fotos, áudios e textos.
Você ainda surfa?
Vai fazer 2 anos que vendi minha prancha e desde então não peguei uma ondinha. Como trabalho com desenvolvimento web e em casa, acabei deixando o trabalho tomar conta de meu tempo. Isso culminou com um afastamento temporário do computador para repensar a vida. Com isso reduzi o trabalho, organizei minhas atividades e agora o tempo sobra para voltar as ondas. O próximo passo é encomendar uma nova prancha. Meu plano é voltar a ativa ainda no primeiro semestre de 2009. Que fique registrado!
É verão! Let´s go to the party! Janeiro Rio de Janeiro!
Este fim de semana tem festa de fashionista para fashionita no Lounge 69, Rua Farme de Amoedo 60, o evento é para celebrar a semana de moda carioca que começa dia 11. Veja o convite em motion super divertido.
Também tem pré-lançamento (uma espécie de open house para poucos) do Vivo Summer House na Rua Vieira Souto, 234, o espaço, na antiga casa que já foi uma loja Espaço Lundgren, promete ser um point para os fins de tarde no bairro.
E o sol nos aguarda. Aproveite que o mar está calmo e mergulhe.
Uma parceria entre a Grendene/Ipanema e o Instituto e com objetivo de valorizar o bairro.
A adoção do Parque Garota de Ipanema é a primeira ação deste projeto.
Aqui você acompanha o que acontece.
Este blog faz parte do Mais Ipanema, uma parceria entre a Grendene/Ipanema e o Instituto e com objetivo
de valorizar o bairro e incentivar atividades socioambientais. Através deste blog, o Mais Ipanema dará destaque
às pessoas, movimentos e projetos que fazem de Ipanema um dos mais belos cartões postais do mundo, ressaltando
a originalidade do seu lifestyle.