De olhos e lentes bem abertos
Um país tão fértil como o Brasil vive revelando talentos para o mundo e muitos deles acabam sendo descobertos justamente durante viagens pelo mundo. É o caso de Pedro Meyer. O fotógrafo mineiro radicado no Rio ainda estudava Relações Internacionais quando acidentalmente encontrou na fotografia uma válvula de escape. Em uma viagem de férias, em 2001, Pedro desembarcou na Índia poucas horas depois do pior terremoto que atingiu a região de Nova Déli e fez das fotos uma maneira de lidar com a tragédia que estava diante de seus olhos.
A partir do incidente, Pedro não parou mais. Passou a exercitar as técnicas através de trabalhos publicitários, clicou muitos ensaios de moda e aprendeu a explorar os traços e linhas da arquitetura. Mas, na hora de produzir trabalhos autorais, os alvos preferidos da câmera de Pedro são as pessoas. “Gosto de fotografar pessoas pela fragilidade e pela imprevisibilidade da situação”, conta.
Pois foi sua predileção pelos seres de carne e osso que o levou a sua primeira exposição. Uma foto de três rapazes jogando a chamada “altinha” no Posto 9, em Ipanema, foi escolhida pelo staff da badalada revista Dazed and Confused em um concurso promovido por eles e o trabalho de Pedro foi parar na Dazed Gallery, em Londres.
Para sua primeira exposição individual, o fotógrafo foi longe: 50 trabalhos autorais integraram uma mostra do Museu de Arte Contemporânea de Astana, capital do Cazaquistão. Mais uma vez, Ipanema se destacou: as ousadas fotos em preto e branco do verão carioca fizeram sucesso por lá.
Para conhecer mais do trabalho de Pedro Meyer, visite seu portfolio.
Por: equipe Ipanema.blog







