Tags: arte, Felipe Veloso, moda, música, tendência, verão1 - Princesa navy by Chanel; 2 e 3 - Fada romântica by Leeloo; 4 - Mistura hippie by Lanvin; 5 - Gola vitoriana by Balenciaga; 6 - Diva chiclete by Marc jacobs
Uma das coisas que mais gosto em meu trabalho é a capacidade que a moda tem de ser tão real, e ao mesmo tempo, tão lúdica. É preciso ser vendável, comercial, mas é importantíssimo também que seja encantadora e que desperte desejo. Mais do que criar uma coleção melhor que a anterior, é preciso criar algo novo, algo que desperte interesse aos olhos. E de modo geral, sempre nos encantamos ou queremos o que não podemos ter. Aquela velha história, quem é louro quer ser moreno, quem tem cabelos lisos quer ter ondulados, e por aí vai.
A moda é, portanto, sazonal e precisa se alternar. Numa temporada estamos minimalistas, já na outra viemos cheios de detalhes e acessórios. Dentro do que falamos no post anterior, vivemos tempos difíceis. Crise, dificuldades financeiras, etc… E é aí que a moda precisa ser mais criativa ainda, então ela ressurge lúdica, fantasiosa, meio que para alimentar a alma com tendências “pra lá de wonderland“. As nomenclaturas e conceitos se renovam, os tons pastéis viram dusted winter pastels, as cores nudes( neutras ) se transformam em “palhetas de maquiagem”, babados, transparências, florais românticos, tudo em uma atmosfera quase onírica, meio conto de fadas… Animais imaginários, divas cor de chiclete tudo completamente fantasioso.
7 e 8 - Remake de Alice by Tim Burton; 9 - A incrível Lady Gaga; 10 e 11 - Obras fofas de Jeff Koons
Como já falamos aqui também, isso vale pra todas as outras artes. No cinema, vemos ser lançado um remake de Alice no País das Maravilhas, na música, a musa surrealLady Gaga bomba a imaginação, artistas plásticos com obras fofas em museus e galerias. Marcas tradicionalmente clássicas criam looks pra lá de divertidos. Tudo bem a calhar com nossa locurinha!
Transformar-se numa ninfa pode ser o grande acerto do verão. Brinque de fada e siga essa gostosa tendência… Mostre seus encantamentos por aí!
Foto de Marcelo Bello: http://www.flickr.com/photos/mbello
Uso incrível das tão faladas redes sociais é a troca de dicas de viagens. Sites de relacionamento como o exclusivíssimo A Small World, uma espécie de Orkut ou Facebook classe A em que só se inscreve com convite, servem de plataforma para pessoas do mundo todo contarem os melhores lugares para se visitar nas melhores cidades turísticas.
A Small Magazinecompila os assuntos mais falados pelos usuários do site e os transforma em artigos. Este ano, o Rio de Janeiro foi tema de um reportagem enorme, que ressaltava o sex appeal da cidade maravilhosa. A repórter Jennifer Murphy elegeu o Posto 9, em Ipanema, como o lugar para se conhecer a beleza dos cariocas e chamou o bairro de SoHo do Rio. Lenny, Osklen, Fasano Al Mare e Mil Frutas estão entre as preferências de Jennifer.
O badalado guia Wallpaper, considerado um dos melhores guias alternativos de viagem, elege Ipanema, Copacabana, Lagoa, Lapa, Santa Teresa, Centro e o Leblon como bairros obrigatórios durante uma estadia no Rio. “A cidade vive se aperfeiçoando, (…) continua mudando com leveza e inconstância”, diz o guia, que ainda lista os melhores pontos para se apreciar a arquitetura, os melhores hotéis, os pontos de vida urbana, os que funcionam 24 horas, além de lojas, opções de esporte e restaurantes.
O guia da Bravo traz um roteiro selecionado do Rio de Janeiro, seguindo o alto padrão cultural da revista. Entre os melhores pontos turísticos do Rio de Janeiro, a equipe do guia destaca a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal, o Aterro do Flamengo. o Jardim Botânico, o Convento de Santo Antônio, a Igreja da Sé e o Circo Voador. Até a arte de rua e os passeios a pé ganham espaço nas páginas de lá.
A Ale Garattoni, do ótimo blog It Girls, da Vogue RG, também fez seu guia pessoal, focado no lado B do Rio de Janeiro. As dicas de Ale englobam programas culturais, perfeitos para os dias em que o sol não dá as caras por aqui. Na hora de trocar o calçadão pelo Centro da cidade, Ale indica o MAM, o Museu Histórico Nacional, o CCBB e o Museu Nacional de Belas Artes. Fechando o dia chuvoso com estilo, Ale indica um passeio pelo Rio Sul, o shopping mais antigo da cidade.
Quem vê Alice Sant’Anna andando por aí, pensa logo se tratar de uma garotinha. À primeira vista pequena, delicada e meiga, em uma conversa Alice revela ter trabalho - e talento - de gente grande. Aos 21 anos, Alice é reconhecida como uma das promessas da poesia brasileira, mesmo que a poesia seja uma forma de arte ignorada pela maior parte dos jovens da idade dela.
“Acho que a escrita veio por eliminação, já que eu era muito ruim em matemática e em educação física”, justifica, com humildade a escolha pela literatura ainda nos tempos de escola. A ligação com a poesia veio mais tarde, aos 16 anos, durante um intercâmbio para a Nova Zelândia. “Foi o que segurou a barra no processo de adaptação”, explica.
Alice começou a fazer um blog para organizar sua produção e acabou sendo descoberta por pessoas importantes no meio como Armando Freitas Filho. “Comecei sendo influenciada pela Ana Cristina Cesar. Foi o primeiro impacto. Quem me influencia hoje é a Adília Lopes, Emily Dickinson, Silvia Plath, Manuel Bandeira, o próprio Armando, Chacal”, enumera, sem esquecer dos seus contemporâneos, citando Bruna Beber, Ismar Tirelli e Gregório Duvivier, com quem tem planos de lançar um livro, que já tem título: “Cartografia afetiva do Rio de Janeiro” e pretende mapear a cidade através de poemas livres.
Em 2008, Alice reuniu o que considerava o melhor da sua produção e lançou “Dobradura”, coletânea que leva o mesmo nome de seu blog. “Não escrevi pensando em um livro. Foi o resultado de uma garimpagem dentro de tudo o que eu tinha escrito até o momento, dos 16 aos 20”, explica. Em breve, além do “Cartografia…”, Alice pretende lançar também “Bichinhos de Luz” em parceria com o designer Rodrigo Leme. A edição, independente, limitada a cem exemplares e feita de forma artesanal será distribuída para os amigos. Enquanto organiza seu futuro, Alice está de malas prontas para passar o semestre estudando em Paris. O que ela pretende fazer por lá? “Escrever, ler, conhecer coisas completamente diferentes e ter saudades. Não necessariamente nessa ordem”.
Se a idéia era fazer um festival de Jazz em um dos pontos mais charmosos da cidade, a Dias Ferreira foi uma escolha e tanto. Neste sábado, a rua do Leblon ficará fechada para sediar a segunda edição do Leblon Jazz Festival, festival gratuito que mobiliza os bares e restaurantes da região e que, neste ano, se abre para a música jovem feita no Brasil.
A partir das 14h, o trecho entre as ruas Professor Azevedo Marques e Ataulfo de Paiva promete ficar lotado de cariocas e visitantes que vão assistir aos shows grauitos de Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, do guitarrista Victor Biglione e de George Israel, do Kid Abelha, acompanhado da banda Os Roncadores. Abrindo os trabalhos, as bandas Mané Sagaz, Vulgo Qinho & Os Cara e Joel Ferreira & Quarteto.
O evento rola das 14h às 22h e, em caso de chuva, será transferido para o domingo, dia 26.
Conhecida como a Zazá que dá nome ao Bistrô Tropical que ocupa a esquina da Joana Angélica com Prudente de Moraes, a empresária Isabela Piereck leva para as mesas do restaurante lições que aprendeu durante a vida. Formada em administração de empresas, Zazá trabalhava no marketing de uma multinacional quando ela e o marido, Cello Macedi, decidiram abrir o Zazá Bistrô. No começo, Cello tocou os negócios sozinho, enquanto Zazá se concentrava no trabalho e na criação do primeiro filho do casal.
Zazá em Marrakesh
Um ano e meio depois, Cello tinha expandido seus negócios para o 00 e para a cervejaria Devassa e Zazá estava grávida novamente, pronta para ser promovida no trabalho. A nova função, que incluía muitas viagens pela América Latina, fez Zazá repensar os rumos de sua carreira profissional, largar a vida corporativa e assumir o bistrô. “Queria dar um gás no restaurante, compramos uma casa com jardim para as crianças, queria ter tempo para levar meus filhos para a escola, aproveitar mais”, explica.
Na direção do Zazá Bistrô, Isabela toma conta de cada detalhe: desde a cozinha, que trabalha apenas com frango, ovos e vegetais orgânicos, tudo saudável e gostoso, até a decoração e a trilha sonora. “Nunca usei arquiteto no Zazá, sempre coloquei minhas idéias em prática e a trilha sonora sou eu mesma que faço”, conta. Entre os artistas preferidos da empresária e que embalam animados e românticos jantares estão Beirut, Charlotte Gainsbourg, Belle & Sebastian e Cat Power.
Zazá explica que a preferência pela comida saudável é mais uma questão de gosto do que por ideologia. “Sempre gostei mais de comida saudável, mas fiquei ainda mais atenta depois da primeira gravidez. Saudável, para mim, é comer de tudo, mas sem exageros. Evito frituras, mas adoro pastel de feira!”, brinca. Mesmo cuidando de cada detalhe do restaurante, Zazá tenta manter a rotina de levar os filhos para a escola, para as atividades esportivas e para o inglês, além de fazer a família jantar sempre unida. A idéia é aproveitar o máximo. “Fazemos passeios juntos, aproveitamos o tempo em casa na piscina, brincando, fora que eles adoram cozinhar bolos e cookies e fazem uma farra! Eles ficam super compenetrados e me querem do lado apenas para supervisionar”, diverte-se, coruja.
Para Zazá, que sabe curtir a vida, os programas preferidos na cidade maravilhosa vão desde ir à praia no Arpoador com a família, emendando com drinks no Arpoador Inn. “A vista é maravilhosa, as crianças adoram, pois ficam soltas e os amigos sempre acabam dando uma passadinha por ali”. Outros programas obrigatórios da carioca incluem visitas à Santa Teresa com direito a almoço no Aprazível ou no Mineiro ou um belo café da manhã no Parque Lage. Fora do Rio, os destinos obrigatórios de Zazá são a Tailândia, onde surgiu a idéia de abrir o bistrô, e o Amazonas. “Descemos o Rio Tapajós numa ‘gaiola’ que alugamos com dez amigos por dez dias. Lá, as águas são azuis e as praias têm areia branca, completamente desertas. Parecia um Caribe de água doce só para a gente”, maravilha-se.
Acabamos de passar pela temporada de desfiles do Rio e de São Paulo. Como foi possível observar, não tivemos grandes tendências… sim, tivemos uma nova temporada bastante afirmativa. Isso quer dizer que nas passarelas – claro que sem falar de alguns alternismos, pois a moda precisa sempre se renovar, ou seja, uma temporada de vestidos, outra de calças, etc -,vimos consolidar modelagens e shapes que já tínhamos visto na temporada anterior.
Isso não é mau, às vezes queremos usar a mesma calça velha, talvez com outra lavagem, ou quem sabe apenas um pequeno bordado…
Talvez isso também seja um reflexo da crise. Manter o shape significa não assustar o cliente, não fazê-lo sentir-se fora de moda. É sempre bom poder voltar numa loja e comprar uma blusa parecida com aquela que você comprou na temporada passada, e simplesmente não consegue tirar do corpo.
Isso em larga escala pode justificar o crescimento das lojas de fast-fashion: lojas que oferecem produtos de tendências imediatas, a bom preço, que você compra sem estourar seu orçamento. Como aquele vestido que você acabou de ver no desfile lá fora, numa malha cool, que sirva para ir ao trabalho e depois encara uma festinha…
A moda é pra todos e o importante é ser feliz. Be cool!
(clique para zoom na imagem)
1 Skinny Jeans 2 Cores para o make 3 Étnicos 4 Boyfrend Look 5 Baggy jeans 6 Transparências 7 Cargo pants 8 Boca Vermelha 9 Túnica 10 Acessórios para o cabelo 11 Branco total 12 Alfaiataria 13 Xadrez 14 Marine 15 Sapatos esportivos 16 Sapato meia-pata 17 Jeans tie-dye 18 Preppy Look 19 Babados 20 Geométricos 21 V neck 22 Esportivos com cor
A Ipanema RJ acaba de fechar mais uma parceria de peso: a partir de agora, os hóspedes do grifado Hotel Fasanoreceberão um par das sandálias para desfilar pelas areias das praias cariocas. O “namoro” entre o grupo Fasano e a Ipanema RJ começou em novembro do ano passado, quando Rogério Fasano viu as sandálias nos pés de celebridades internacionais como Valentino e a top russa Natália Vodianova, durante o Claro Rio Summer, como você conferiu aqui.
As pop-up stores estão em alta no mundo todo e no Rio de Janeiro a febre é itinerante. O movimento “Ocupação Coletiva” reúne várias marcas da cidade, que já passaram por uma casa de vila na Gávea, pelo estúdio da Copcabana Filmes, por um ateliê no Horto e aportaram em uma casa de quatro andares em Ipanema.
O grupo, formado pelas marcas A Margarida, Angéle Fróes, À Colecionadora, Renata Silveira, Zazu e a editora Dantes alugaram a casa número 564 da Rua Barão da Torre por um fim de semana em junho, mas o sucesso foi tanto que a loja fica aberta até o fim do mês.
Além dos organizadores, a cada final de semana novas marcas e artistas são convidados. Neste, o casarão de quatro andares recebe AdSumus, A.M.U, Antonio Bokel, Barbarella, Daniela Chuahy, Marinho, Mingota, oEstúdio, Rita Wainer e Soul Seventy.
Na sexta, a partir das 17h, Julia Ribas promove a customização de tênis All Star ao som dos DJs Tucho, Meme e Bernardo Fiaux. Moda, música e comidinhas. Quer coisa melhor?
A Ocupação Ipanema funciona de quinta a domingo, das 13h às 20h30, na Rua Barão da Torre, 564, entre a Aníbal e a Garcia.
Depois da estréia super bem sucedida com o lendário DJ Sir Dema tocando soul music no mês passado, a noite do Vinil volta ao Meza Bar, dessa vez com o DJ Edinho como convidado especial. Apesar do nome, o Vinil no Meza não usa os acetatos para promover o som que embala a noite: Edinho estará munido do seu case de CDs para colocar todo mundo para dançar, mesmo que sentados.
Há oito anos à frente da festa Paradiso, que agita os sábados da Casa da Matriz e considerado o Rei do Rock carioca há mais de 20 anos comandando as pick-ups das melhores festas dedicadas ao gênero na cidade. Edinho, que nunca prepara seus sets com antecedência, já tem pelo menos uma idéia do que vai fazer hoje à noite. “Por causa do ambiente mais relax, vou poder viajar mais, sem ficar preso em música de pista”, explica.
Além da música super especializada, as noites do Vinil do Meza trazem sempre uma receita de drink inédita para brindar o evento especial. O Meza Bar abre às 18h, mas a música só começa às 22h. Como o bar costuma ficar cheio, sugerimos chegar cedo! O Meza fica na rua Capitão Salomão, 69, em Botafogo.
“Tudo começou em Ipanema. Foi a musa de Tom e Vinícius que colocou o Brasil na história da música”. A declaração do produtor Béco Dranoff, explica o porquê de seu documentário em parceria com o jornalista Guto Barra sobre a música brasileira leva o nome “Beyond Ipanema - Brazilian Waves in Global Music”. “Como o nome sugere, pretendemos ir além de Ipanema e mostrar o que foi o passado e o que é o futuro da música brasileira”, completa Béco. No filme de 89 minutos - que levou três anos para ser rodado -, músicos de renome internacional como David Byrne, Devendra Banhart, M.I.A e Thievery Corporation, além dos nossos Mutantes, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Bebel Gilberto e muitos outros analisam a importância da música brasileira para o cenário global.
O filme, que tem sua estréia mundial no próximo dia 17, durante o festival Première Brazil, no Museu de Arte Moderna de Nova York, tem direção de arte assinada pelo badalado designer Giovanni Bianco, que já trabalhou para Madonna e Missoni. A influência brasileira na história da música é contada desde a ascensão de Carmem Miranda, nos anos 40, o impacto da Bossa Nova passando pela revolução da Tropicália até chegar no cenário atual, em que grupos como o Bondê do Rolê e Cansei de Ser Sexy, ou simplesmente CSS, conquistam a crítica especializada internacional. Ao longo do filme, cerca de 50 canções brasileiras são apresentadas, entre artistas do passado e a nova geração. “Quando estávamos terminando a produção, continuamos descobrindo novas bandas e novas histórias. Sempre vai haver alguma novidade despertando atenção do resto do mundo, como a banda Garotas Suecas, que seguiu os passos do CSS. Todos os dias, novos artistas aparecem. A histórica continua e vai continuar traçando seu caminho além de Ipanema”, profetizou o jornalista Guto Barra, que assina a direção do documentário
Além de traçar a linha do tempo, o documentário mostra curiosidades como o momento da venda do vinil mais caro lançado no Brasil. Uma cópia em 45 rotações com duas gravações de 1966 da banda O’Seis, que mais tarde se tornaria Os Mutantes. O disco foi arrematado por U$ 5 mil. Durante a produção, os mesmos Mutantes, que ficaram parados por 30 anos, voltaram a se reunir para uma série de shows nos Estados Unidos em 2006, que culminou com um show para 30 mil pessoas em Chicago, tudo apresentado na tela. “Esperamos que ‘Beyond Ipanema’ plante uma semente em muitos jovens que vão assistir ao filme, tomara que isso os anime a ouvir e a fazer música inspirados no que viram na tela”, acrescenta Béco.
Confira abaixo a entrevista que o Ipanema Blog fez com Guto Barra e Béco Dranoff:
Ipanema Blog: Por que fazer um documentário como “Beyond Ipanema”?
Guto: Acho que o principal motivo foi que ainda não existia um projeto exatamente assim.
Béco: O Guto é jornalista e era correspondente prá vários veículos no Brasil, muito ligado a arte e música. Eu vivo em NY há 20 anos, sempre promovendo e produzindo a nossa música aqui e no mundo. Foi um processo natural das nossas experiêcias profissionais e o amor pela nossa música.
IB: Como foi a seleção dos artistas e o contato com eles?
Guto: Desde o início tínhamos a nossa “dream list” e acho que conseguimos cobri-la muito bem. Ficamos especialmente felizes em ter entrevistado lendas do Jazz americano, como o produtor Creed Taylor, da Verve Records (um dos primeiros a descobrir a Bossa Nova), e o saxofonista Bud Shank (um dos primeiros a experimentar com ritmos brasileiros, nos anos 50, com o violonista brasileiro Laurindo Almeida). Não poderíamos deixar de ter nomes como David Byrne, Caetano Veloso e Gilberto Gil, é claro. Surpresas bacanas foram a M.I.A. e o Tom Zé. Quase todo mundo aceitou na hora, simpatizando com a idéia logo de cara, mas em alguns casos tivemos que esperar um pouco por conta da agenda de cada um. O fato de o Béco trabalhar há tantos anos na indústria da música facilitou bastante o acesso.
Béco: O Guto tinha já contatos no setor dos críticos e jornalistas entrevistados (Nelson Motta, Ruy Castro, Jon Pareles do NY Times). Eu já tinha os contatos no meio artístico, fomos bem complementares nesse aspecto.
IB: Quais foram as maiores dificuldades na hora de filmar?
Guto: Desde o início o interesse tem surpreendido bastante a gente. Muita gente por aqui tem uma paixão intensa pela música brasileira. A história é sempre a mesma: alguém descobre um artista ou uma música e daqui a pouco está completamente hipnotizado.
Béco: Não tivemos muitas dificuldades na hora de filmar. Quando você marca uma entrevista com camêra fica tudo ok.
IB: E as melhores coisas?
Guto: Temos bastante orgulho da parte musical do filme. Decidimos misturar interpretações modernas de clássicos (como a versão de David Byrne e Marisa Monte para “Águas de Março/Waters of March”, ou a de Bebel Gilberto para “Summer Samba (So Nice)”; mas também incluir faixas originais de artistas novos, como Apollo Nove, Curumin, DJ LK, Brasov, Garotas Suecas e Zuco 103. Temos ainda composições feitas exclusivamente para o filme, pelo brasileiro radicado em Nova York Flavio Lemelle, e gravamos uma versão de “The Girl From Ipanema”, produzida por Apollo Nove, com vocais de Geanine Marques.
Béco: A melhor coisa é ouvir em primeira mão in loco as histórias e opiniões de gente como Gil, Caetano, David Byrne, Creed Taylor, e todos nossos convidados que concederam entrevistas incríveis.
Uma parceria entre a Grendene/Ipanema e o Instituto e com objetivo de valorizar o bairro.
A adoção do Parque Garota de Ipanema é a primeira ação deste projeto.
Aqui você acompanha o que acontece.
Este blog faz parte do Mais Ipanema, uma parceria entre a Grendene/Ipanema e o Instituto e com objetivo
de valorizar o bairro e incentivar atividades socioambientais. Através deste blog, o Mais Ipanema dará destaque
às pessoas, movimentos e projetos que fazem de Ipanema um dos mais belos cartões postais do mundo, ressaltando
a originalidade do seu lifestyle.