Mayra Dias Gomes
Quem vê a menina cheia de tatuagens e look rock´n roll caminhando pelo Rio de Janeiro, pensa que se trata de um membro de alguma banda ou alguém do cenário… Não é de todo errado. Mas, filha de um dos principais nomes da literatura brasileira, a carioca Mayra Dias Gomes traz nos seus 21 anos, além de três anos trabalhando como repórter musical , dois livros lançados, sendo um lançado recentemente e outro prestes a ser adaptado ao cinema. Atualmente, ela trabalhar no seu terceiro livro e se prepara para passar uma temporada em Los Angeles. “Não consigo ficar muito tempo em lugar algum. Me canso rápido.”
Após digerir as críticas ao primeiro livro, “Fugalaça”, Mayra vê seu novo livro, “Mil e uma noites de silêncio”, como resultado da saída do mundo adolescente. “Escrevi meu primeiro livro aos 17 anos. Foi um ‘vômito literário’. A maneira que encontrei de tentar me compreender através da lógica aparente proporcionada pelo papel. Já no segundo, me sentia mais adulta… Pronta para trabalhar em uma trama que não tocasse somente os jovens. O universo que abordo no novo livro não é adolescente”, conta.
O amadurecimento relatado por ela seguiu a ordem natural do tempo, mas também teve também um empurrãozinho da turbulência à sua obra de estréia, que tinha doses de autobiografia, ou “autoficção”, como ela prefere chamar. “Ainda era uma menina bastante ingênua e despreparada para as críticas que estavam prestes a vir. Passei por momentos bastante difíceis com todo o julgamento que o livro gerou e que, de fato, me expôs pra caramba.”
Entre as críticas, claro, estavam as comparações entre os trabalhos de pai e filha. Apesar disso, Mayra acredita que, se Dias Gomes estivesse vivo, respeitaria o seu estilo. “Ele sempre foi um rebelde. Lutou a vida inteira pela liberdade de expressão. Sua grande luta de vida foi contra a censura, por isso sei que me respeitaria”, diz.
Independente de comparações, quem acompanha as mídias online, revistas e televisão já sabe que Mayra tem nome próprio. E seu trabalho já não se resume ao Brasil. “Há três anos atuo como repórter musical (com uma coluna quinzenal na Folha de São Paulo e como correspondente do site da revista americana Spin). Nos últimos anos tenho feito cobertura de diversos shows e festivais. Já conheci um monte dos meus ídolos e sinto-me muito abençoada. No futuro, planejo escrever um livro sobre isso.”
Sobre o terceiro livro, a escritora diz que já está sendo escrito, mas ainda não sabe adiantar o tema. “Nunca sei do que meus livros se tratam até ficarem prontos. É como se eu escrevesse o que os personagens me mandam escrever, como se não tivesse controle sobre as palavras. Mas posso adiantar que será de terror”.
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Por: equipe Ipanema.blog




