Clarice Falcão
Filha do cineasta João e da roteirista e escritora Adriana Falcão, Clarice Falcão já tem muita história para contar, nos seus 20 anos recém-completados. Atriz e cantora, ela estreou nos palcos aos 12 anos na peça “A Ver Estrelas” e, como cantora, em uma faixa da trilha sonora de “Lisbela e o Prisioneiro”, de 2003. Além disso, ela participou do longa “Fica comigo esta noite” e ganhou o concurso Project: Direct, realizado pelo Youtube em 2007, com o curta “Laços”, o qual ela idealizou e atuou.
Atualmente, Clarice está em cartaz no Teatro das Artes com a peça “Confissões de Adolescente”, que recebeu nova adaptação dirigida pelo também premiado Matheus de Souza. Entre atuação e a faculdade de Cinema, Clarice ainda concilia o tempo com a sua banda (ela inclusive canta algumas das suas composições durante a peça) e descobre “a magia do Baixo Gávea”.
IB - Como você começou no mundo das artes?
CF - Eu comecei nascendo nele. Meu pai e minha mãe sempre trabalharam com isso e eu cresci vendo os atores passando os textos nos camarins. Eu resolvi que queria ser dessa turma muito cedo e fiz a minha primeira peça com 12 anos.
IB - E ter seus pais na platéia? Ajuda, intimida?
CF - Intimida, claro. Mas tudo que intimida ajuda. Afinal, sem aquele medinho de que algo dê errado, a gente não se esforça o suficiente pra que dê certo.
IB - Como concilia a música, estudos e trabalho no cinema e teatro?
CF - Eu não concilio. Estou fazendo só duas matérias na faculdade e ainda assim bem mais ou menos. Estou com a impressão de que só vou me formar com 37 anos.
IB - Como sente a diferença entre a atuação na TV e teatro?
CF - É completamente diferente. Além de uma ter que ser obviamente menos exagerada que a outra, em TV se faz tudo com muito pouco tempo de preparo e com a história fora de ordem. E, claro, não tem a reação do público de imediato. No teatro, o público quase escolhe como é que ele quer que a gente faça a peça.
IB - Quais os principais trabalhos já realizou?
CF - Fiz um filme com o meu pai chamado “Fica Comigo Esta Noite“, alguns curtas pro Youtube (um deles, “Laços,” foi pra Sundance) e tenho uma banda.
IB – E sobre “Confissões de Adolescente”. Fale um pouco sobre a sua parte na peça.
CF - Não tem muito uma “personagem” porque são vários esquetes. E é claro que cada menina puxa um pouco pra um lado da adolescente e cada uma tem o seu jeito de interpretar, mas acho que todas fazem um pouco o mesmo papel. Eu acho que faço um lado mais cômico.
IB - Como é dividir suas próprias confissões com o público?
CF - Algumas coisas são verdade, algumas coisas não são. Eu tento fazer tudo bem parecido pra ninguém conseguir adivinhar!
IB - Quando não está trabalhando/estudando, o que gosta de fazer?
CF - Gosto muito de cinema e literatura, mas também adoro sair pra dançar. Com a peça eu estou em processo de descoberta da magia do Baixo Gávea.
Por: equipe Ipanema.blog






