Ele admite liberdade em excesso
Aquela história de dar festas quando os pais estão fora de casa nunca foi tão bacana. De uma forma artsy, é exatamente isso que o Bernardo Mosqueira está fazendo na nova casa da sua família, no Jardim Botânico, onde 47 artistas expõem seus trabalhos pelos cômodos, que estarão ‘inabitáveis’ por 40 dias. Hoje rola a festa de abertura apenas para convidados.
Marcos Chaves, Luiza Baldan e Leo Ayres, entre outros, formam a trupe que expõe seguindo o conceito “Liberdade pra é pouco. o que desejo ainda não tem nome” (frase de Clarice Lispector). O tema é resposta do próprio Bernardo, que assina a curadoria da expo, ao comentário que ouviu em uma festa.
“Um dia um homem disse ‘Eu não admito excesso de liberdade’. Aquilo ficou na minha cabeça e a expo foi a maneira que encontrei para mostrar o meu ponto de vista“, explica.
Este, aliás, foi este o parâmetro para escolher os artistas convidados. “Eu pensei em nomes que tivessem trabalhos que tocassem o tema de discussão da liberdade“, diz. “O reultado é bem legal. Muitos visitaram a casa e se inspiraram no ambiente para criar os trabalhos apresentados. Mas não era uma coisa obrigatória. Tínhamos uma linha de sentido, até por que não é uma exposição em um museu. É em um espaço, uma ocupação.”.
E para quem acha que esta é uma curadoria única feita pelo Bernardo, ele já avisa. “Tem uma mega exposição que será feita no MAM, no meio de 2011, sobre dois cariocas que possuem coleções inacreditáveis. Essa curadoria eu farei junto com a Noeli Ramme e vai ser bem bacana, pois são trabalhos que a gente não acredita que existam no Rio”, conta.
“Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome”
Rua Maria Angélica, 874
Jardim Botânico
14 e 15 de maço
Entrada gratuita
Por: equipe Ipanema.blog








