back to back to back
Eles se inspiraram no projeto Les Rythmes Digitales, do Stuart Price (produtor da Madonna), para criar uma party no Rio onde poderiam ouvir sons diferentes. Daí surgiu osritmosdigitais. Foram necessárias apenas três edições da festa para o trio Millos, Yugo e Salim receberem convites e levarem seu som à outros lugares. E quem frequenta a noite do Rio sabe… Os meninos estão bombando atualmente.
IB - Como é tocar ao vivo dividindo o espaço com mais duas pessoas?
Millos - É divertido, mas também um desafio. Temos preferências musicais diferentes, mas ao mesmo tempo complementares. Acho que o nosso trunfo é esse. Preferimos dividir o tempo que temos para se apresentar em três. Mas quando tocamos ao mesmo tempo, tentamos ficar de olho no que o outro está tocando, para fazer com que o set todo conte uma história.
Yugo - Juntos, fazemos algo como um “back to back to back”. É legal porque é como uma reunião de amigos, onde cada um coloca uma música depois da que o outro colocou e isso se completa de uma maneira incrível. E não sou eu quem diz isso apenas, muita gente diz isso pra gente. Esse é o espírito, simples mesmo.
IB - Muitos DJs têm surgido no Rio. Vocês acham que o carioca está mais ligado na qualidade da música que ouvem do que o lugar que freqüentam?
Millos - Não sei ainda se as pessoas saem pela qualidade da música ou por quem está no line up. Acho que o hype em torno de cada festa ainda conta muito mais que isso. Claro que há exceções. Não é a toa que nós temos tocados bastante por aí. Mas acho que a maoria das pessoas ainda vai pra pista para reconhecer, e não conhecer, música.
IB - Como é o processo de criação de vocês?
Salim - Ainda não produzimos música. De qualquer forma, diariamente trocamos música igual criança com figurinha. A pesquisa musical é intensa e de todos os lados. Acho super bacana colocar para outras pessoas um pouco do que trocamos. Por sinal, sou o único de nós que gosta da idéia de fazermos “back to back to back”. O processo é completamente diferente de quando faço um set sozinho.
IB - Quem vocês destacariam do cenário do Rio?
Millos - Eu curto DJs que seguem uma linha mais autoral, com mais pesquisa musical, mas que ainda assim tocam músicas empolgantes. O DJs da Moo (Diogo Reis e Eduardo Cristoph) e da Combo (Badenov e Gustavo MM) são bons exemplos.
Yugo - Pessoalmente, também gosto bastante do Nepal e, da molecada nova como a gente, destaco o Bernardo Campos e o André Câmara (Sugar Rush). Curto também a proposta do The Twelves, principalmente como produtores, porque tem uma assinatura.
Salim - Acho que vale a pena destacar também o pessoal da produção das festas. A Loulou Chavarry, o pessoal da Moo e o Hugo (Yugo) em parceria com o André Câmara são os que trazem no mínimo um frescor musical para a noite no Rio. O povo da Calzone também manda super bem, mas anda sumido. A Dancing Cheetah também, feita por três deles, é igualmente bacana e esporádica.
IB - Quais os projetos de vocês pra este ano?
Millos - Queremos fazer mais edições da “Os Ritmos Digitais convidam”, sempre com um convidado bacana. Tem também o nosso site novo, que deve estar no ar muito em breve e queremos lançar material próprio, como re-edits e remixes.
Salim - A idéia é criarmos uma cultura músical e representatividade cultural. É para todos ganharem com isso. Aos poucos vão surgindo as outras novidades e nesse meio tempo provavelmente também as produções próprias. Mas tudo em seu tempo, sem trocar os pés pelas mãos.
Por: equipe Ipanema.blog






