Ela veio de Minas Gerais, mas viver desde os nove no Rio deu aquele toque carioca no estilo de vida da modelo. Extrovertida e sem muitos problemas em ser sincera, a também apresentadora do programa “As pegadoras” (Multishow), Lívia Maria Senatore conta que se encanta com a moda mesmo sem se esquivar em dizer que “até hoje não entendo nada sobre”.
Em uma das pausas entre os jobs e mergulhos nas praias de Ipanema e Recreio (seus points preferidos), Lívia conversou com o Ipanema Blog mostrando que, de previsível, a menina não tem nada.
IB - Como você começou a carreira na moda?
LM – Todo mundo me via e dizia que eu era linda, ruiva e magrela, então tinha que ser modelo. Minha mãe não apoiou, mas aos 13 anos voltei a fazer testes e as coisas foram acontecendo.
IB – E como vê esse universo?
LM – Me encanta, mas até hoje não sei nada de moda. Vejo a moda como arte. Quando sou fotografada é como se fosse atriz. Gosto de interpretar (Ela inclusive participou da série “Castigo Final”, lançada no Festival de Cinema do ano passado). De estar em conjunto com algum cenário, história etc.
Amo ser modelo, mesmo com os fuxicos que existem. Muitos me chamam de exótica, mas sou muito tranqüila, não curto essa coisa de “fazer carão”. Meus trabalhos sempre fluem calmos, é claro, a não ser que eu esteja irritada. Mas a moda não é só glamour, poder e glória, então faço o meu e fica tudo certo.
IB – E sobre você ser exótica? O que isso significa?
LM – Desde nova aprendi a me virar sozinha. Vivo meu mundinho e até digo pras pessoas que sou uma “Emo” sem franja e unha preta. Não tenho preconceito com nada. Eu tenho conceitos formados.
IB – Fora do burburinho, o que você curte fazer?
LM – Aí fica o meu lado mineiro. Sou meio bicho do mato. Não sou fã da noite. Eu e meu noivo gostamos de ir à praia. Eu gosto do cheiro da praia, de me divertir. Pra mim praia é um lugar pra se divertir. Não existe o “ir à praia sozinha”. Inclusive, posso dizer que sou farofeira. Gosto do clima despojado. Pretendo até casar em uma praia e levar essa sensação boa aos nossos amigos e família.
Mineiro na certidão de nascimento e carioca por escolha, Fabiano Moreira está por trás da Agemda, indicada ao Prêmio Dj Mag Best Brasil na categoria Melhor Blog, e é conhecido por mergulhar nas festas e mostrar o melhor delas. O jornalista faz do seu hobby um dos canais mais bacanas para quem quer ficar antenado no que acontece na noite do Rio.
Além disso, o inquieto assumido está organizando o Grito da Gema, que rola na próxima terça, às 18h no kantha galo (Lagoa), está na produção da versão carioca da Bootie e ainda lançou a mixtape de mashups de carnaval, com faixas de nomes como João Brasil, André Paste, Faroff e outros. Dizer que ele nasceu em um domingo de carnaval explica toda essa energia, não é?
IB - Como será o seu carnaval este ano?
FM - Todo ano prometo que vou a algum bloco tradicional, mas acabo não indo. O mais certo é que eu esteja nas festinhas do “carnaval off” do Rio, cobrindo e me divertindo, neste formato do blog de personagem da noite que se joga e reporta. Vou comemorar meu aniversário no Grito da Gema, na terça-feira, e depois tem I Love Pop.
IB - Muitos já te associam ao cenário da noite, de festas. O que, no seu estilo de vida, surpreenderia mais as pessoas?
FM - Que eu tenho uma vida de dia, com uma carga horária de oito horas de trabalho, que sou extremanente organizado e responsável, profissional à beira do chato, de tão comprometido e meticuloso. Party people à noite, workaholic de dia.
IB - O que você gosta de fazer nas horas de relaxar?
FM - Eu não relaxo. Eu quico. “Peixes em peixes”, sabe? Inquieto por natureza. Trabalho oito horas no meu emprego formal e mais seis ou oito horas na Agemda, quando chego em casa. Acho que relaxo com a Agemda. Me dá muito prazer. É meu lazer. E saio bastante também, né? Estilo de vida que deu origem ao blog.
José Camarano
Party mood
Gorky, Fabiano e Pedro Deyrot
Fabiano e João Brasil
IB - Como começou o seu contato com o pessoal do GemaTV?
FM - Sou amigo pessoal do José Camarano dos tempos que morávamos em Minas Gerais. Ele é de Ubá e as primeiras festas de música eletrônica que ele frequentou foram as edições da Electrica, que eu fazia. Foi quem me incentivou a vir para o Rio e convidou para fazer a Agemda. É uma paixão da minha vida. Tenho uma admiração muito grande por ele, por seu talento e diplomacia. Um gentleman, sempre.
Quando uma notícia vem dele, todo mundo sabe: Vem coisa boa por aí. E isso não é à toa. Editor do site RG Vogue, Jeff Ares está por dentro dos principais burburinhos que acontecem pelo Brasil.
Despojado e direto, Jeff tirou um tempo para um bate-papo com o Ipanema Blog, contando um pouco do seu próprio RG.
IB - O que é fazer o RG de alguém?
JA - É bisbilhotar com carinho.
IB - Você é conhecido por ser editor de um dos principais veículos sociais, onde a pessoa é personagem central. Como circular entre tantas personalidades sem perder a sua essência?
JA - Eu não me encaixo muito nesse modelo aí. Minha regra é manter um grupo sólido de amigos, uma referência de mundo real, de pessoas incríveis, todas super colunáveis no meu coração.
IB - Quando pensamos em personalidades, pensamos em festas. Você é freqüentador dos principais burburinhos?
JA - Tenho que ir ao maior número de boas festas que o Engov permita. E eu gosto bastante, não é sacrifício não.
IB - Quais nomes e assuntos, na sua opinião, estarão em alta este ano?
JA - Quem fizer coisa nova leva. Chega de mesmice, né…
IB - O que considera necessário para viver no mundo da moda sem se reconhecer em um dos personagens do “O Diabo Veste Prada”?
JA - Tô fora do estereótipo. Tenho alma hippie. Tento falar de lifestyle com crítica social e bom senso. Clichês antigos da moda já eram. Tem uma geração nova e cheia de boa fé que só quer se divertir e ganhar dinheiro. Tô com eles.
A irmã, Ana Markun, foi quem deu o start para a carioca Vitoria Frate se interessar pela carreira de atriz. Depois de largar a faculdade de comunicação para cuidar da “pulga atrás da orelha” que ficou desde pequena, quando via a irmã no palco, a atriz entrou para o circo e participou da Intrépida Trupe.
Atualmente, ela faz dança, está com dois filmes, os longas Léo e Bia e Por enquanto, para estrear ainda este ano e já tem planos para voltar ao teatro no segundo semestre. Nas horas vagas, Vitória ainda curte fotografar e aproveitar o clima “despojado-tranquilão” do Rio de Janeiro.
IB - Começando do começo… Como foi o início da carreira de atriz?
VF - Eu cresci dentro do teatro por causa da minha irmã mais velha que é atriz e sempre me carregou junto para cima e para baixo. Eu adorava aquele universo. Ficava na luz ou escondidinha na coxia, desde os 5, 6 anos. Mas gostava de escrever, então quando chegou a hora do vestibular optei por jornalismo e fotografia. Cursei comunicação até o quinto período, mas, desde o terceiro já tinha uma pulguinha atrás da orelha.
Comecei a fazer circo e de lá fui para os exercícios de criação cênica, voltei para a dança e logo já estava no teatro. Então decidi entrar em uma faculdade de artes cênicas também. Quando percebi estava escrevendo “atriz” quando algum formulário me pedia a profissão.
Com a equipe de trabalho
IB - Em uma entrevista você disse que não faz projetos…
VF - Não é que eu não faça projetos, só tento não ter muita rigidez com os meus sonhos. Eu sei o que quero fazer da vida nesse exato momento e me empenho e trabalho para isso. Mas não significa que eu não esteja aberta a mudanças. Se um dia eu mudar de idéia… Tudo certo! Às vezes quando se planeja demais deixa de enxergar coisas bacanas que cruzam o nosso caminho.
IB - Qual é a melhor maneira de curtir o Rio?
VF - Sem horário para voltar e sem carro! O Rio é uma cidade fácil, você sai para comprar pão e quando vê já está jantando na casa de algum amigo. Isso é uma das coisas que mais sinto falta quando passo muito tempo fora, esse jeito meio despojado-tranquilão da cidade.
Nome forte da moda brasileira,Carlos Tufvessoné conhecido por não manter seu talento apenas no ateliê. Mesmo com a agenda atribulada, o estilista também é visto por seu engajamento em causas sociais, como “A Moda na Luta Contra o HIV”, que este ano teve sua oitava edição e contou, pela primeira vez, com apoio da Ipanema RJ (junto à Ecobag Radical Chic, assinada por Miguel Paiva).
Entre a correria de produzir e apresentar nova coleção para a temporada, divulgar o movimento contra a AIDS e planejar o lançamento da linha de móveis, junto ao André Piva, Carlos conversou com o Ipanema RJ sobre sua relação com a moda e o seu esforço em transformar esta em um canal de conscientização do público.
Mesmo tendo seus minutos diários todos planejados, o estilista não mostra cansaço. “É como um desfile: No dia, você está tão exausto que jura nunca mais desfilar! Depois termina e você já está pensando na luz da próxima temporada.”.
IB - Como surgiu o seu interesse por causas sociais e o surgimento da “A Moda na Luta Contra o HIV”?
CT - Há 12 anos milito no Movimento Aids por achar absurdo a causa de pré-existência alegada pelos seguros de saúde. Na época, não aceitavam os soropositivos, até conseguirmos mudar as leis.
No mais a aids levou toda uma geração de colegas profissionais de moda e creio que era o momento de honrarmos sua memória lembrando os outros sobre o fato que a cura não existe e muito menos grupo de risco. E daí nasceu há oito anos a campanha “A moda na Luta Contra o HIV”.
IB – Qual relação você vê entre moda e melhorias sociais? Você a considera um instrumento de conscientização?
CT - Acredito que a visibilidade que nós, profissionais de moda, temos deva ser usada em prol de uma causa social. Apesar do papel da moda estar centrado na evolução das roupas, nós podemos usar nossa figura pessoal para militar em prol de uma causa. Como, aliás, todos nós cidadãos deveríamos.
IB – Aliás, você acredita que estão descobrindo o poder da moda na sociedade?
CT - Ainda não. Precisamos primeiro descobrir uma união dentro da moda, em prol de causas em comum. Tradicionalmente, o nosso não é um setor unido. Sei lá o porquê, mas é quase cultural.
IB – Você participa de outros projetos como este?
CT - Participo de algumas ações como, por exemplo, a da L´Oreal, importantíssima que se chama “Cabeleireiros contra a AIDS” e obviamente minha militância em prol dos direitos civis dos homossexuais no Brasil
IB – Quando planeja um projeto com “A Moda na Luta Contra o HIV” qual é o seu objetivo principal? E o que você gostaria de melhorar no engajamento do público com o bem estar social?
CT - Trabalhamos com o conceito de “a informação é a melhor arma para a prevenção”. Queremos comunicar de maneira simples algo ainda cheio de dogmas (como tudo que se trata de sexo), que é o uso do preservativo. Ainda hoje isso é responsável por contágios que poderiam ser evitados.
IB – Como você consegue b a sua agenda de estilista com projetos como este?
CT - Não consigo. É sobre-humano. Ainda mais neste ano que a campanha caiu na mesmo semana dos lançamentos e estava em SP.
Coordenar assim foi dificilíssimo, mas minha equipe mega antenada e dentro desta causa há anos sempre leva adiante e a cada ano conseguimos crescer e fazer acontecer mais. E, no fim, quando vejo o Cristo iluminado, o coração aperta e já começamos a pensar no ano que vem. ;)
Este blog faz parte do Mais Ipanema, uma parceria entre as Sandálias Ipanema e o Instituto e com objetivo de valorizar o bairro e incentivar atividades socioambientais. Através deste blog, o Mais Ipanema dará destaque às pessoas, movimentos e projetos que fazem de Ipanema um dos mais belos cartões postais do mundo, ressaltando a originalidade do seu lifestyle.
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