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Posts com a tag Dia Internacional da Mulher

30 de outubro de 2009

Clarice Falcão

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Filha do cineasta João e da roteirista e escritora Adriana Falcão, Clarice Falcão já tem muita história para contar, nos seus 20 anos recém-completados. Atriz e cantora, ela estreou nos palcos aos 12 anos na peça “A Ver Estrelas” e, como cantora, em uma faixa da trilha sonora de “Lisbela e o Prisioneiro”, de 2003. Além disso, ela participou do longa “Fica comigo esta noite” e ganhou o concurso Project: Direct, realizado pelo Youtube em 2007, com o curta “Laços”, o qual ela idealizou e atuou.

Atualmente, Clarice está em cartaz no Teatro das Artes com a peça “Confissões de Adolescente”, que recebeu nova adaptação dirigida pelo também premiado Matheus de Souza. Entre atuação e a faculdade de Cinema, Clarice ainda concilia o tempo com a sua banda (ela inclusive canta algumas das suas composições durante a peça) e descobre “a magia do Baixo Gávea”.

IB - Como você começou no mundo das artes?

CF - Eu comecei nascendo nele. Meu pai e minha mãe sempre trabalharam com isso e eu cresci vendo os atores passando os textos nos camarins. Eu resolvi que queria ser dessa turma muito cedo e fiz a minha primeira peça com 12 anos.

IB - E ter seus pais na platéia? Ajuda, intimida?

CF - Intimida, claro. Mas tudo que intimida ajuda. Afinal, sem aquele medinho de que algo dê errado, a gente não se esforça o suficiente pra que dê certo.

IB - Como concilia a música, estudos e trabalho no cinema e teatro?

CF - Eu não concilio. Estou fazendo só duas matérias na faculdade e ainda assim bem mais ou menos. Estou com a impressão de que só vou me formar com 37 anos.

IB - Como sente a diferença entre a atuação na TV e teatro?

CF - É completamente diferente. Além de uma ter que ser obviamente menos exagerada que a outra, em TV se faz tudo com muito pouco tempo de preparo e com a história fora de ordem. E, claro, não tem a reação do público de imediato. No teatro, o público quase escolhe como é que ele quer que a gente faça a peça.

IB - Quais os principais trabalhos já realizou?

CF - Fiz um filme com o meu pai chamado “Fica Comigo Esta Noite“, alguns curtas pro Youtube (um deles, “Laços,” foi pra Sundance) e tenho uma banda.


IB –
E sobre “Confissões de Adolescente”. Fale um pouco sobre a sua parte na peça.

CF - Não tem muito uma “personagem” porque são vários esquetes. E é claro que cada menina puxa um pouco pra um lado da adolescente e cada uma tem o seu jeito de interpretar, mas acho que todas fazem um pouco o mesmo papel.  Eu acho que faço um lado mais cômico.

IB - Como é dividir suas próprias confissões com o público?

CF - Algumas coisas são verdade, algumas coisas não são. Eu tento fazer tudo bem parecido pra ninguém conseguir adivinhar!

IB - Quando não está trabalhando/estudando, o que gosta de fazer?

CF - Gosto muito de cinema e literatura, mas também adoro sair pra dançar. Com a peça eu estou em processo de descoberta da magia do Baixo Gávea.

Por: equipe Ipanema.blog

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20 de outubro de 2009

Mayana Moura

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Timidez não pode ser uma característica atribuída à ela.  Descoberta por Mario Testino, Mayana Moura já foi menina dos olhos do estilista Karl Lagerfeld, da Chanel, mas não esconde que a música é a sua maior paixão. Depois do fim do grupo O.M.I, que formou com as também modelos Omahyra e Isabel, a menina voltou para o Brasil e atualmente divide um apê  com a produtora de moda Marina Franco (com quem tem a banda Glass and Glue).

Apesar de já ter pisado em passarelas bem bacanas,  foi no palco que ela sentiu sua maior energia. “Abrir o show do Suicidal Tendecies em L.A (no Viper Room, antigo bar de Johnny Depp) foi a coisa mais louca que fiz. Só de estar lá com os marmanjos sedentos de sangue na platéia!”, conta. E se você pensa que Mayana pára no estilo, saiba que ela divide seu tempo entre os estudos de filosofia, artes cênicas e a gravação do primeiro álbum do GNG. Ah! Aos desavisados… Ela odeia a lei antitabagismo…

IB - Como começou sua carreira de modelo? (quantos anos tinha etc)
MM -
Estava numa festa e o fotógrafo peruano Mario Testino me chamou pra fazer umas fotos porque gostou do jeito que me vestia - Rock, Punk, Trash. Na época eu tocava baixo numa banda e fazia camisetas em NY. Estava visitando os amigos no Rio quando surgiu o convite. Eu tinha 17 anos.

IB - Como foi a experiência de viver fora como modelo? A rotina era muito diferente da que você tem agora?
MM -
Eu sempre quis ser independente, portanto sou grata à carreira de modelo nesse sentido. Porém para mim, daria no mesmo qualquer outro trabalho que me gerasse independência. Nunca quis ser modelo, tive dificuldade com a rotina e com o ambiente de trabalho, mas me orgulho do que fiz e fico feliz de ter trabalhado com os grandes nomes desse mundo.

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IB - Como começou na música? E quando você viu que poderia viver disso também?
MM -
Música é e sempre foi o grande amor da minha vida. Sempre soube que trabalharia com isso, porém viver disso…

IB - O  que você faz atualmente?
MM - Além de ser vocalista e compositora do GNG, estudo artes cênicas e filosofia. Ah! Atualmente estou muito empenhada em solar como o Brian Setzer.

IB - Solteira, casada ou taken?
MM - Don´t talk about it
.

IB - Quais são seus artistas preferidos? Na música, moda, artes em geral…
MM -
Música: Lou Reed, Stray Cats, Annie Lennox, Marilyn Manson, Bat for Lashes, Bowie, Blondie, Ramones, Arcade Fire e The Gossip. It goes on… The list is way too long.
Atores: Eu amo o Jeremy Davies e a Meryl Streep.
Books:  Qualquer um do Schopenhauer, Rimbaud, Nietzsche, Edgar Allan Poe, Joseph Campbell…
Moda: Mr Karl Lagarfeld and  Dior.

IB - O que te fez voltar para o Brasil e o que é o melhor de morar no Rio?
MM - O clima  e por me sentir em casa. Além disso, o que me fez voltar foi o término da minha primeira banda, a O.M.I . Voltei e comecei a estudar artes cênicas.

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Foto: Yann Dandois

IB - Quais são seus lugares preferidos para sair aqui e o que você gosta de fazer quando está “à toa”?
MM - Eu gosto de ver filmes, escrever, tocar guitarra, comer (amo comer), encontrar os amigos em casa… Eu sou caseira, quando saio vou ao Empório, Cinemathéque, barzinhos no Leblon, cinema… Não gosto de Teatro.

IB - Quais são seus acessórios e roupas preferidos?
MM -
Uma bota preta linda da Dolce, que customizei com o passar dos anos. Ela tem metais, um spike atrás. It´s a metal weapon. Very sexy one.

IB - Moda pra você é…? E a música?
MM -
Moda pra mim é saber o que te favorece. Música é o único deus que conheço.

IB - Qual pergunta ninguém nunca te fez e você adoraria responder?
MM - Sobre a Lei Antitabagismo em vigor em São Paulo
. Em ambientes fechados haver a proibição em geral,ok, mas não poder fumar em performances no palco? Debaixo dos toldos? Num bar só para tabagistas e simpatizantes “suicidas”?

Para todos os mal-encarados que reclamam do cheiro dos fumantes nos elevadores! Vão se F#$%&!

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IB - Projetos atuais? Álbum do Glass and Glue em vista?
MM - A banda vem trabalhando o repertório e estou muito feliz com as letras, arranjos e idéias. We´ll rock this town!!
Inside

Out!!!!

IB - Como você resumiria a sua vida?
MM -
Assim como Schopenhauer eu concordo que “o problema da vida é que o gatinho vira o gato”. A minha vida foi, e é, de tobogã pro inferno e de jato pro céu. It goes on and on and it has been quite a life! I can´t complain!

** Fotos: Divulgação

Por: equipe Ipanema.blog

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12 de outubro de 2009

Adriana Mattar

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Divulgação
Trocar a carreira de modelo pela de chef não parece ter sido um movimento brusco para a carioca Adriana Mattar, que descobriu no Japão sua vocação para a gastronomia. A carioca começou com um passatempo criando um guia de compras e, hoje, está à frente do Cooking Buffet, que este mês completa 10 anos. Neste trajeto, a ex modelo já recebeu elogios de nomes como Rogério Fasano e preparou um buffet para mais de três mil pessoas no réveillon de 2004, oferecido em quatro praias do Rio.

IB – Como foi a experiência de morar no Japão ainda como modelo?
AM- Costumo dizer que foi meu treino para me tornar chef.  Aprendi a me adaptar e encontrar soluções rápidas para tudo. Por exemplo, me entregavam um mapa para chegar em cada trabalho, as placas das ruas são escritas em japonês. Fora o trabalho duríssimo de acordar de madrugada e ter de seguir uma disciplina militar de horários e regras de comportamento rígidas. Tudo isso me preparou muito bem para fazer qualquer coisa que eu decidisse na vida depois.

IB - E como aconteceu a transição entre a carreira de modelo e a de chef?
AM
- Foi quando eu tive meu primeiro filho e estava sem poder trabalhar como modelo. Comecei a inventar o “Guia Boas Compras” de gastronomia. Já tinha me formado em jornalismo e sempre me interessei por cozinhar. Daí do Guia para começar a fazer festas cozinhando para os amigos foi um pulo. Me foquei e tudo que fiz em seguida foi para me educar mais. Fiquei viciada em livros de culinária. Tenho uma biblioteca hoje com mais de 500 livros. Me considero uma autodidata que virou chef profissional tardiamente. Sinto o maior orgulho da nossa história.

IB – Em que momento você viu que cozinhar poderia ser uma profissão?
AM - Não planejei. Foi acontecendo naturalmente. As pessoas foram me pedindo para cozinhar na casa delas o que tinham experimentado nas minhas festas e assim foi… Fui conquistada pela cozinha. Se tornou uma paixão irresistível. Foi muito duro no começo. Eu, com filho pequeno e com uma equipe mínima, fazendo tudo sozinha. Agora já dá para respirar.  Claro que tem o trabalho diário de muitas horas e sei que isso é pra sempre. Mas adoro meu trabalho. Esqueço do tempo passando.

IB - E o Cooking Buffet? De onde surgiu a idéia?
AM - Tive antes um restaurante japonês com um sócio e melhor amigo em Tóquio, mas apenas administrava. Depois investi no restaurante Anexo Artefacto por um ano. Precisei escolher entre o restaurante e o buffet e sem hesitar escolhi  a rotina dinâmica do buffet. Fazemos até seis festas por dia, nos lugares mais diversos. Essa mistura é muito estimulante. Mantém  a criatividade funcionando, desafiada sempre.

IB – Como é já ter sido elogiada por nomes como o Rogério Fasano?
AM - Fomos escolhidos por ele para fazer o coquetel  de inauguração do Hotel Fasano e depois de uma cerimônia pessoal dele. Senti uma honra imensa. Sou dele e do grupo há muito tempo. Dá mais coragem para continuar.

IB – Quais os pratos você acha que vão bombar no verão?
AM - Aposto no Camarão Thai. É um best seller aqui no Buffet. Vamos apostar também em pratos descomplicados com menos molhos e ótimos ingredientes.  Estou adorando usar os mini legumes e mini verdes orgânicos que a gente já acha nas fazendas produtoras aqui no Rio. Tem um sabor genial e são lindos.

IB – Aliás, você também cozinha em casa?
AM - De jeito nenhum! Cozinhava muito em casa antes de virar trabalho. Ia à feira todo sábado, comprava peixe fresco e adorava preparar ouvindo ópera e convidar os amigos. Mas isso faz muito tempo. Agora a vida gastronômica em casa é de dieta, alimentação balanceada, para compensar os excessos das festas.

** Fotos: Divulgação

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30 de setembro de 2009

Mary Zander

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Mary Zander é um nome conhecido, principalmente, por aqueles que gostam de curtir música boa. Ex-modelo e formada em Desenho Industrial pela PUC - “Na real, não tinha idéia do que eu queria fazer quando nova. Curtia design e, quem sabe, moda. Por isso acabei indo nessa direção” - a DJ começou tímida aos 23 anos tocando em chill out de raves. Hoje, aos 32 anos, ela assinou contrato com um selo argentino e já leva no currículo pistas em Londres, Los Angeles e Portugal. Precisa de mais?

Atualmente morando na Argentina, Mary cresceu na Zona Sul do Rio, freqüentando a praia do Leblon com os pais e passeando por Ipanema. Mas foi na adolescência que a menina descobriu o gosto pela música. “Virei freqüentadora do BG e do Circo Voador. Adorava as noitadas no Circo, os shows, a galera… Aquele lugar era único!”.

Já com a música despertada, foi preciso apenas um empurrãozinho dos amigos para que a cabine se tornasse um lugar almejado. “Quando viajava, adorava mostrar novos sons, assumir o equipamento e escolher a música certa pra cada momento. Tudo isso me divertia muito.”, conta. Mas não parou por aí. “Uma amigona minha, a Marian, é uma super DJ que toca com o marido na dulpla Flow & Zeo e foi uma das pessoas que me inspirou e incentivou bastante no começo”.

Apesar de já ter tocado em locais conhecidos como The End, em Londres, Avalon em Los Angeles e no Rock in Rio Lisboa, Mary diz que sua maior provação foi durante o Skol Beats, em Sampa. “A minha escalação foi meio polêmica, pois algumas pessoas diziam que eu não seguraria o tranco, mas fiz uma bela apresentação para um público de 25 mil pessoas. Depois dessa gig comecei a tocar em todos os cantos do Brasil.”

Enquanto não volta para o Brasil, Mary aproveita o tempo em Buenos Aires para curtir a cidade e investir na carreira. “Tenho me dedicado à produção musical. Fechei recentemente com o selo Unlock Records, que lançou produtores como Alexis Cabrera, Ariel Rodz e, claro, os donos do selo, Gonzalo Solimano e Ronan Portela.  E tenho dois tracks e um remix saindo ainda este ano.”, finaliza.

Artistas preferidos

Marvin Gaye - “Brilhante”
Jim Morrison - “Puro fogo, enigmatico”
Ricardo Villalobos - “DJ, um entusiasta na cabine, inspirador”
Depeche Mode - “Tecnológicos, vanguardistas”
Tolouse Lautrec “Amo, grande nome da ‘belle époque”
Oscar Niemeyer “Poeta das linhas e formas”
Coco Chanel
“Uma mulher autentica, transgressora, à frente do seu tempo”

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23 de setembro de 2009

Ana Cañas

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Por Rafael Cañas

Por Rafael Cañas

Quem já foi a um dos seus shows ou assistiu seus clipes sabe: Ela adora fazer caretas. Apaixonada por jazz desde que ouviu Ella Fitzgerald interpretando a música Night and Day, Ana Cañas começou tímida pelos bares de São Paulo. Após desistir da carreira de atriz para viver de música, hoje ela é apontada como um dos principais nomes da música nacional. Em uma pausa entre as viagens Rio-São Paulo e os planos de se mudar para o Rio até o final do ano, a cantora conversou com o Ipanema  Blog sobre artes, música, estilo etc.

IB - Fale um pouquinho sobre você? Como começou a carreira, desde quando percebeu que queria cantar?

AC - Comecei inspirada por Ella Fitzgerald. Após ouvir uma música cantada por ela (Nigth and Day - Cole Porter), me apaixonei por jazz (que até então, desconhecia). Daí para os bares, botecos, foi um pulo. Juntei um trio de músicos e comecei a sobreviver de música aos 22 anos.

IB - Qual a origem do seu sobrenome?

AC - É espanhol. E são dois! Cañas Cañas…

IB - O seu trabalho é bastante ligo às artes visuais. Como é a relação, pra você, entre música e imagem?

AC - Muito importante. Elas se complementam. Sempre me frustro quando compro um disco de um artista que possui um encarte pequeno etc. Sou apaixonada por artes visuais (cinema, fotografia, artes plásticas etc.).

IB - Como foi a decisão de desistir das artes cênicas para mergulhar na música?

AC - Foi natural. Até porque dar aulas de teatro seria tão ou mais difícil do que cantar. Optei pela música por que não tinha outro jeito de ser feliz. Simples (e complicado) assim.

IB - Suas músicas possuem letras bem cuidadosas. As palavras se encaixam como poesia. Como é o seu processo de composição? Quais coisas no seu mundo e no mundo lá fora te estimulam?

AC - Obrigada. Eu tenho um interesse muito grande por poesia, e tenho me aproximado cada vez mais desse universo (que é imenso). Tenho lido Waly Salomão, Rimbaud, Drummond, Leminsky etc. Eu costumo compor quando tenho algum mote, alguma idéia, alguma frase. E isso pode acontecer em qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Já me peguei escrevendo de madrugada, de manhã, enfim… Tudo me estimula. Ontem mesmo, estava assistindo a um DVD do Cazuza e bumba! Escrevi uma nova letra inspirada pela verdade dele. Se é boa ou não, o tempo vai dizer. Ele é o verdadeiro crítico de arte. Além do público.

IB - Dos nomes dessa nova geração de artistas, quais você considera importantes, seja na literatura, música, artes visual etc.?

AC - Gosto dos Osgêmeos, Beto Brant, Karin Ainouz, Selton Mello, Marcelo Cidade, Juergen Teller, Mario Cravo Neto, Arnaldo Antunes, PJ Harvey, são tantos…

IB - De onde surgiu a idéia do Selton Mello dirigir um dos seus clipes?

AC - Da minha cabeça maluca…! Eu já o conhecia há tempos, mas admiro e respeito a paixão que ele tem por cinema. Foi só fazer o convite. Ele é um grande artista. Íntegro, sutil, dedicado, inteligente, inspirado. Motivos suficientes para qualquer um que se interesse por arte se aproximar. E é um grande diretor. Caramba, fazer cinema nesse país é tão difícil! Admiro essas pessoas demais!


** Esconderijo - Dirigido por Selton Mello

IB - Como foi a transição de tocar para públicos menores, nos bares de SP, e passar a encarar não só um público maior, mas receber também uma atenção maior da mídia?

AC - É uma responsa muito grande, porque quanto mais a bunda na janela, maior pode ser o tapa…. Mas é muito bom sentir que um número maior de pessoas tem acesso a sua música, ao que você quer dizer…

IB - Além da turnê, quais são seus projetos atuais?

AC - Estou aprendendo aos poucos a tocar guitarra (ganhei uma telecaster de presente) e violão. Adoro e estou viciada nisso agora… Nos timbres, nos sons…

IB - O que o público carioca pode esperar do seu show?

AC - Verdade.

IB - Você fica até quando na cidade?

AC -Estou na ponte aérea. Vou e volto. Tenho uma vida aqui em SP ainda, mas, aos poucos, estou me programando para que, até o fim do ano, eu me mude para o Rio.

IB - O que mais gosta aqui no Rio?

AC - É uma cidade solar, alegre. Gosto dos bares, das pessoas, da natureza, da vida musical, da simpatia, Santa Teresa, Leblon, Jardim Botânico, Circo Voador, Canecão… Simplesmente adoro o Rio.

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22 de setembro de 2009

Mayra Dias Gomes

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A escritora Mayra Dias Gomes, que se autodenominou uma “cantora frustrada” e falou sobre sua carreira aqui no Ipanema Blog, resolveu mudar o percurso e investir também na música. Ainda não exatamente à frente de uma banda, Mayra participou, no último final de semana, da produção do clipe “Mal-estar”, da banda Bastardz. Além da participação, a escritora é co-autora da música e já assinou mais duas junto ao grupo.

O vídeo foi dirigido por Nicolas Graves (Nico). Nele, Mayra interpreta a personagem “Belle Profane”. Com visual e clima dark, no clipe, a menina mata todos os integrantes da banda como forma de diversão… O desfecho? Bem, ela mesma responde “O final é surpresa”.

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04 de setembro de 2009

Suzana Trajano

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É difícil freqüentar a noite do Rio e nunca ter ouvido falar na Suzana Trajano. Nascida e criada em Copacabana, mais precisamente, na Rua Belfort Roxo, a carioca virou figurinha marcada nas festas undergrounds com apenas 12 anos e produziu a sua primeira aos 16. Hoje, ela é produtora do Gema Tv e está por trás de projetos hype, como a I Love Pop e Inferninho. Seu mailing pessoal conta com mais de vinte mil pessoas e, nas horas em que não está no backstage, assume as setlists sob o nome SuzyKill. “Várias pessoas me param na rua falando que adoram o meu set na  ‘Pop’… Eu não colocaria a metade das músicas que ela toca, mas o povo parece que adora”, brinca.

Além das produções, Suzana já foi bartender do Dr. Smith, door do Galeria Café. Sobre seu estilo de vida, ela diz acreditar ser influência do local onde foi criada. “Cresci a base de sanduíche do Cervantes e vendo filme naquele cinema Estação que tinha ali na Prado Júnior. Acho que por ter crescido numa área tão boêmia do Rio, defini a noite como um bom caminho”.

E quem se assusta com a pouca idade que Suzana começou a freqüentar festas, ela explica. “Sempre via as pessoas saindo da Crepúsculo, quando ia pra escola, e ficava doida pra ir lá e conhecer. Um dia fui, quando já era o Kitchnet, e me encontrei. Tocava o som que eu gostava e me divertia a noite inteira. Como andava com pessoas mais velhas, dizia aos meus pais que ia dormir na casa de amigas. Na época, já era do tamanho que eu sou hoje e não se pedia muito carteira de identidade na porta, então, basicamente, frequentei lugares como Crepúsculo, Basement e Columbus, durante muito tempo.”, conta.

Daí para criar festas foi um pulo. “Comecei a fazer festas pros meus amigos. Queria criar algo no clima do DJ Amândio, que toca ‘de um tudo’. A primeira profissional foi a Real. Fizemos a primeira edição em 13 de fevereiro de 2004. E então ressuscitamos o DJ  Malboro, que estava apagado na época. Ele relutou, mas no final, a combinação dele com os DJs Mauricio Lopes e Spark foi ótima! Tanto que a segunda edição da festa foi na Bunker, e foi a maior lotação da casa, que abrigava 1800 pessoas e tinham três mil lá dentro”.

Foi este clima mix que serviu de referência para a I Love Pop. “Acho que foi por isso que deu super certo! Nossa idéia é divertir as pessoas, tirar um pouco dessa coisa atual de sair, ‘fazer social’ e ir embora. Queríamos fazer as pessoas dançarem a noite inteira, com os amigos ou sozinhos”, diz ela, que compara com a sua adolescência. “Antigamente, ‘play’ só ia em lugar de ‘play’ e os descolados só iam em lugares ‘under’. Atualmente, por exemplo, na I Love Pop, você vê de tudo, todo mundo dançando junto e se divertindo até o amanhecer”, diz Suzana com seu estilo carioca.

Sobre a parceria com o Gema Tv, ela diz que já é de longa data. “Conheci o José Camarano quando uma amiga o indicou para dividir um apt comigo em Botafogo. Isso faz uns bons 8 anos. De lá para cá o José se transformou em um dos meus melhores amigos. Acabamos estreitando mais a relação quando inventamos as festinhas na loja Bomba!, que tinha o intuito de trazer uma festa ‘da hora’ para dar uma palhinha com bebidinhas e comidinhas”, conta.

Novos projetos estão em vista para ainda este ano. “Eu trabalho com o agora. Não gosto de longos prazos”, esclarece. Entre eles, estão aumentar a I Love Pop, fazer nova edição da Inferninho e uma nova festa, estilo Rock n´ Roll. “Será uma festa de Electro Rock em parceria com o produtor e DJ Grauhause da DDK”.

Suzykill

Natasha Fatale e Boris Bodanov

Natasha Fatale e Boris Badenov

O nome é um apelido colocado por um amigo, mas se tornou personalidade da Suzana quando está comandando o setlist. “A Suzykill toca pro público. Às vezes saio ovacionada pela galera e brinco dizendo que eu, Suzana,, não me orgulho daquele set”, brinca ela, que diz gostar mais do estilo Indie. Mas, o que muitos não sabem é que, antes da “Suzy”, a dj e produtora era Natasha Fatale. “Foi como comecei a tocar. Uma amiga chamou a mim e o Alexandre Ostrovsky para fazer um mixer com nossos ipods, no Dama de Ferro”. A brincadeira deu tão certo que os resolveram formar uma dupla. “O Alexandre era fanático pelo desenho Natasha Fatale e Boris Badenov, então este virou o nosso nome. Como nós dois brigamos a cada três dias, seguimos carreiras solo e aderi o novo nome”, diz, com seu bom-humor típico.

Pra finalizar, já que o assunto preferido da Suzana é diversão, ela dá as dicas do que considera imperdível na noite carioca:

- Ouvir o Dj Edinho tocar (de longe o melhor dj de Rock, ever!) e o Mauricio Lopes (com seus sets devastadores).
- Dar uma olhadinha no Gema Tv para ver o que estamos aprontando ;)
- Conhecer os cupcakes maravilhosos do Daniel Simas.
- Comer o risoto de limão siciliano do Meza bar.
- Acreditar de coração que canta e soltar a voz no Karaokê da Drinkeria de Copa.

Por: equipe Ipanema.blog

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24 de agosto de 2009

Ale Garattoni

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Imagem de Luisa Oliveira, em ago/2009

** Imagem de Luisa Oliveira, em ago/2009

Ela começou sua carreira em administração e, hoje, é um dos principais nomes  da nova geração quando se fala em tendências de moda, comportamento e estilo. Aos 33 anos, a carioca Ale Garattoni já foi daquelas que as amigas pensavam que iriam “casar com um homem rico e ser dondoca” e, hoje, soma no currículo trabalhos em nomes como Isabela Capeto, Glamurama e, mais recente, a revista Vogue. Atualmente, ela foca sua atenção no site It Girls, que lançou como um hobby, no final de 2007. Apesar da pele clara da trendy girl (resultado dos três anos que mora em São Paulo), Ale conta que cresceu como “Garota de Ipanema”, nascida no bairro e figurinha fácil na praia. Mesmo longe da cidade maravilhosa, na maior parte do tempo, ela diz que “carioca lança tendência sem nem perceber” e aposta no estilo Nude pra temporada primavera/verão. Pra saber um pouco mais sobre essa “carioca-paulista”, o Ipanemablog conversou com ela sobre um pouco de tudo.

Carreira

Comecei estudando Economia e no meio mudei para Administração. Me formei, mas não era o que eu queria, sabe? E aí fiquei perdidinha. Minhas amigas achavam que eu iria casar com um homem rico e essa seria a minha vida. Depois comecei a trabalhar com a Isabela Capeto, na época, fazendo o controle financeiro da empresa. Como era um lugar pequeno, eu fazia de tudo um pouco. Então, além do lado administrativo, fazia releases de coleção, atendia jornalistas. Nesta mesma época fiz minha especialização de um ano em jornalismo de moda, com a Iesa Rodrigues, e me achei. Em 2005, saí da Isabela Capeto pra participar do projeto Meninas da Moda, e daí as coisas foram acontecendo.

Seguir tendências

Pra ser sincera, eu detesto ver de desfile, acompanhar semanas de moda… Não tenho a menor paciência e não fico pensando nisso… Baseio meu trabalho na observação. Meus posts surgem do que eu vejo na rua, no meu dia-a-dia. Pra mim, é assim que se sabe o que realmente está na moda. Desde uma revista que você lê até algum lugar que você freqüenta, é possível saber o que está acontecendo pelo mundo.

It Girls

Em dez de 2007, quando estava no site da  RG Vogue, já, comecei o It Girls, mas nunca planejei nada, criar uma marca, nada disso. Achava que minhas melhores amigas leriam os posts e olhe lá. Nunca achei que alguém leria, mas eu já trabalhava com isso e conhecia muita gente da área. O próprio Jeff Ares, do RG Vogue, linkava meus posts lá e isso foi me dando visibilidade. Como a demanda entre a Vogue revista e site era muito grande, não consegui conciliar os trabalhos.

Foi difícil decidir sair, pois era um sonho de menina trabalhar lá. Quando morava no Rio ainda, fiz uma planilha das coisas que queria fazer até 2011 e estava lá: escrever para a Vogue. Ainda sou colaboradora, meu blog continua lá. Mas com o It Girls, tenho uma liberdade de criação e tempo que me permite pensar nos outros mil projetos que tenho e quero emplacar.

Tendência primavera/verão

Sobre a temporada verão 2010, o que eu sei é que só vai dar nude, né? Unhas nude, sandálias… Eu já estou vendo nas ruas. É impressionante como é rápido. Mas acredito que seja um detalhe ou outro… Esmaltes, sandálias, tshirts… Até porque, hoje em dia, não tem mais tanto isso.  Quanto mais informação, menos acontece de uma só tendência dominar as ruas. Acho que ainda há, sim, muita padronização de looks, mas em relação às tendências da temporada, elas têm menos força quando as pessoas têm muitas opções.

Carioca VS Paulista

É engraçado. O paulista é mais preocupado em montar o visual e estar bem vestido o tempo todo… Quando eu chego ao Rio, saio de short e ninguém liga. Isso é um alívio! Se saio assim em São Paulo, todos olham espantados. O carioca é mais despojado, gosta do conforto… É claro que é super vaidoso, mas de uma forma diferente. Ele nem sabe que lança tendência e a verdade é que é cool ser carioca. Em SP, as principais lojas que vendem são do Rio. Carioca é despreocupado, de uma forma positiva, com a moda. Muita coisa surge aqui e depois vai pro mundo. No Rio, se cria estilo sem aquela pretensão… E o paulista, não. Ele abre o armário e pensa mais no que vai vestir.

Rio de Janeiro

Quando estou em SP, me sinto carioca e, quando estou no Rio, me sinto paulista. Uma vez li que o melhor era o ponto exato entre Rio e São Paulo e é verdade, mas no fundo, o Rio é a referência do Brasil no mundo. Você viaja pro exterior e diz que é brasileiro, a primeira pergunta que fazem é “você do Rio?”. Nenhuma outra cidade passa pela cabeça deles. Venho pra cá e o que mais gosto é passear pela Visconde de Pirajá, almoçar no Gula-Gula, pois sou louca pela salada de batata-frita de lá, e depois seguir o percurso dali… Passear no Letras Expressões e entrar nas galerias pra ver o que tem de novo… Adoro este circuito de Ipanema.

** Para conhecer o trabalho da fotógrafa Luisa Oliveira, clique aqui

Por: equipe Ipanema.blog

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13 de agosto de 2009

Maria Gadú

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Ela diz que não gosta de praia (só no calçadão bebendo uma cerveja), mas a verdade é que, há dois anos, quando veio ao Rio passar férias na casa de amigos, a cantora Maria Gadú, paulistana de 22 anos, foi ficando, foi ficando e só retornou à terra da garoa, no mês passado, para um dos shows de lançamento do seu cd de estréia. Neste tempo, além de circular pelos bares do Rio com seu violão e cigarros, Gadú participou do seriado “Maysa”, interpretando “Ne me quitte pas”, de Jacques Brel, lançou o primeiro cd, que leva seu nome, surpreendeu ao regravar a música “Baba”, da Kelly Key e, pra dar o toque final, foi elogiada por nomes como Milton Nascimento e Caetano Veloso.

Pra quem curte o seu estilo banquinho e violão, Maria Gadú se apresenta hoje, e nos dias 20 e 27, no Posto 8, à partir das 21h30. Além disso, tem participação confirmada na apresentação de Marcelo D2 e Seu Jorge, no Prêmio Multishow. Se você ainda não a conhece, o Ipanemablog bateu um papo com a despojada menina que, mesmo reforçando sua preferência por não ir à praia, “Todo mundo reclama que eu moro no Rio e tô transparente”, brinca, está mais pra carioca, com seu jeitinho manso de curtir a vida, deixando que tudo aconteça no seu ritmo, sem pressa ou grandes expectativas.

IB - Você contou em outras entrevistas, que veio para o Rio pra férias e nunca mais voltou… O que te fez ficar?

MG - Eu fiquei na casa de uma família de amigos queridíssimos, que diziam “Não, fica mais uma semana que nós vamos achar alguns botecos para você tocar” (risos). Depois de dois meses aqui, o Rafael Almeida (ator) e a Tânia Mara (cantora), que são meus amigos desde quando morava em São Paulo, falaram de mim para o Jayme Monjardim (com quem Tânia é casada). Na época, ele estava dirigindo a minissérie “Maysa” e o Rafael comentou com ele que eu cantava “Ne me quitte pas” de Jacques Brel. Fui até a casa dele, nos conhecemos, firmamos minha participação na minissérie e a partir daí foi tudo acontecendo.

IB - O que você gosta de fazer, nas horas que não está compondo ou tocando?

Ouvir música, encontrar os amigos para tocar, ir a shows. O último que fui foi no show do 3naMassa, no Circo Voador… É muito difícil eu fazer algo que não tenha ligação com a música. Como tenho pavor de praia (risos), só fico no calçadão bebendo uma cerveja. Mas também gosto de andar de bicicleta na Lagoa, onde moro.

IB - Sobre sua carreira, como você sente essa ascensão repentina? Ainda está se adaptando?

MG - Não costumo criar expectativa em cima das coisas. Tô muito feliz com tudo que tem acontecido, mas tô bem calma. Eu acho que o universo sabe o que faz… Nunca planejei ter uma carreira, gravar um cd, coisas assim. Sempre fui muito feliz tocando pelos bares e ganhando meu dinheirinho, mas sou agradecida por tudo isso.

IB - Seu repertório vai de Jacques Brel, e pra surpresa de muitos, à Kelly Key (em alguns shows você também já tocou uma música da Pink – a quem atribuiu a inspiração para descolorir o cabelo). Quais são suas influências?

MG -Meu repertório é bem abrangente, de verdade. Eu nunca excluí nada da minha vida, musicalmente. Gosto de um pouquinho de cada coisa. Desde Nelson Gonçalves até Sandy e Júnior, Pink, de quem eu sou muito fã, Alanis Morissette e Backstreet Boys, que eram os Jonas Brothers da minha época… E como eu não estudei música, aprendi com eles a “abrir a voz”, pois via aqueles meninos tão novos fazendo um trabalho tão bonito de voz, sabe? Eu achava legal uma galera daquela idade já cantando daquela forma. Mas eu também sempre ouvi muito Chico (Buarque), Marisa Monte e Caetano Veloso.
E sobre a Kelly Key, sempre achei “Baba” uma música muito boa! Eu gostava da letra, achava que tinha uma malandragem ali, sabe? Mas queria tocá-la do meu jeito…

IB – E a Kelly Key virou fã da sua versão?

MG – (risos) Eu acho que sim, né? Ela foi a um dos shows e elogiou… Mas se gostou mesmo só perguntando direto pra ela… (risos)

IB - Como é ser querida por nomes tão importantes como Caetano Veloso e Milton Nascimento?

MG – Ah, são ídolos máximos. É tudo muito especial para mim. Primeiro que receber um elogio de uma pessoa que eu considere extremamente importante na minha vida musical, alguém que eu achava tudo de mais maravilhoso e ouvia atentamente para tentar aprender alguma coisa, me deixa realmente feliz. E estar próxima destas pessoas, poder conversar, trocar coisas, é genial. Eu acho muito bonito eles me darem essa oportunidade.

IB - Você está apresentando seu primeiro cd… Mas já tem projetos futuros?

MG - Eu vou participar do DVD da Ana Carolina, este mês, à convite dela. Também vou participar de um festival muito legal que vai acontecer na Leopoldina, chamado Back to Black, que é um “salve” à cultural negra, o que eu acho sensacional. Lá, tocarei no mesmo palco que “monstros” da música, sabe? Tô muito empolgada com o show. E na semana que vem vou participar do prêmio Multishow, na apresentação do Seu Jorge e Marcelo D2! Eles convidaram a mim, a Roberta Sá e Nina Becker para fazer um coro, estilo backin´vocals, durante o show e vai ficar bem legal.

Ouça o som da Maria Gadú aqui:

Por: equipe Ipanema.blog

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06 de julho de 2009

Layana Thomaz

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layana_thomazLayana Thomaz é uma mulher forte. A estilista, que antes trabalhou como modelo e produtora, enfrentou três cirurgias cardíacas. A última, em 2003, a fez repensar os rumos de sua vida e serviu de inspiração para a primeira coleção que assinou. Em pouco tempo, seu nome correu o mundo fashion, várias coleções se seguiram e culminaram em bem-sucedidos desfiles na semana de moda carioca. Layana abriu seu próprio ateliê, montou sua equipe e também investiu em uma linha de camisetas infantis e masculinas. A produção chegou a sete mil peças por coleção e o desgaste físico e emocional envolvido no processo motivou uma decisão drástica.

Em 2007, época em que foi apontada pela jornalista Iesa Rodrigues como uma das estilistas que estavam alcançado o topo, Layana sentiu que o oxigênio estava faltando e que precisava respirar. “Queria ter mais controle sobre minhas criações, sentia a necessidade de ter mais cuidado com o destino das minhas roupas e sabia que isso não era possível”, explicou ao Ipanema Blog. Aos poucos, Layana foi se retraindo, mas quando estava pronta para abrir sua primeira loja em Ipanema resolveu, mais uma vez, mudar de caminhos.

Layana largou tudo e foi passar uma temporada em Paris ao lado do marido, o francês Stefan Van Swieten. “Meu coração estava na França e minha cabeça no Brasil. Depois de tantas idas e vindas, resolvi juntar os dois por lá”, conta. A viagem funcionou como uma oficina de reciclagem: “fui fazer pesquisa, precisava respirar novos ares, me desvencilhar de tudo”. E quando diz “tudo”, é “tudo mesmo”. Às vésperas da viagem organizou um bazar para se desfazer de todo o estoque de sua marca, peças de desfile, objetos de decoração e utensílios de sua casa e 500 pares de sapato. “Vendi um Courrèges numerado por R$ 150″, conta, com desapego.

O que era para ser um bazar entre amigos e os amigos dos amigos ganhou força na imprensa e mobilizou muitos curiosos. “As pessoas construíram um romance sobre a mulher que estava indo para Paris atrás de um amor, de uma nova possibilidade profissional, e se desfez das coisas pessoais por míseros cinqüenta centavos”, relatou em carta aos amigos na época, com bom humor. Depois de se livrar dos bens materiais e virar mais um capítulo de sua história, partiu para Paris e de lá viajou pela Ásia. No Vietnã, Camboja e Tailândia, fez pesquisa de tecidos e tendências e, já decidida do que queria, resolveu voltar. “Entendi que preciso de tempo para entender os temas que motivam o meu trabalho, para mostrar o meu valor, quero ter tempo de testar, errar e acertar”, justifica.

Para o futuro, Layana está com um projeto em fase de captação com previsão de lançamento para outubro. Ainda em segredo, a história envolve uma equipe de nove pessoas e está calcada na arte, no entretenimento, no conteúdo e, claro, na moda. “Agora que voltei, continuo me dividindo entre a França e o Brasil, mas aproveito o tempo por aqui lendo muito, estudando e curtindo os meus amigos que fizeram tanta falta quando estava lá”, finaliza.

Por: equipe Ipanema.blog

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