O Face hunter inglês, Yvan Rodic, pisou em terras cariocas no fim de 2009 e, é claro, registrou tudo em fotografias super bacanas da noite e dia do Rio.
Entre as faces registradas está o José Camarano, do Gema Tv!
Na quinta-feira publicaremos as imagens feitas pelo artista, em Sampa.
Como aEntrevistadora de Maiô, ela mostra uma descontração de causar inveja nas mais tímidas. Mas Paula Rita Saady não pára por aí. Se dividindo entre Rio e Paris (onde mora atualmente), Paula trabalha n L´Officiel 1000 modeles, mas avisa que não deixou o maiô de lado. Pelo contrário…
IB - Como vocês chegaram ao estilo da Entrevistadora de Maiô? E como ela surgiu?
PRS - Surgiu em 2007 quando o José Camarano e o Antonio Frajado sugeriram que eu fizesse um programa de entrevistas no site. Como o primeiro entrevistado foi um gringo, pensamos em fazer algo tropical kitsch, e ai ficou. Mas o personagem sou eu mesma, mais debochada e sem limites do que o normal, um Paula Rita liberadíssima.
IB - Já houve alguma situação inusitada durante as gravações?
PRS - Sim, uma vez improvisei um surf em uma arara de rodinhas num camarim da SPFW entrevistando Ivan Rodik, do blog Facehunter. Mas o clássico é tropeçar no salto (também são enormes). É ótimo para desconstruir o glamour da personagem.
IB – Você está em Paris, mas como define o estilo do carioca?
PRS - O carioca clássico tem um pé no hippie chic, combina com a praia. Gosto de ver esse hippie chic quando ele é leve e vem misturado com o street, skate, rocker, vintage… Não dá pra “fazer a brejeira” pra sempre…
IB – Quais são seus projetos para o ano que vem?
PRS - Desenvolver a Gema TV internacionalmente, fazendo ainda mais vídeos e entrevistas em Paris e Londres para começar. Tenho outros projetos, como uma coleção de maiôs para serem usados muito além das praias e piscinas, além de um programa da Entrevistadora de Maiô, mas esse ainda é segredo.
IB - O que você acha que vai bombar em 2010, na moda, música, artes etc.?
PRS - Eu acredito muito nas transparências para homens e mulheres, muito maiô, hot pants e lingeries. Lady Gaga, né! Não sou nenhuma especialista em artes, mas tenho visto muita coisa. Reciclagem e ecologia estão com tudo. A qualidade de vida é o maior luxo.
É difícil freqüentar a noite do Rio e nunca ter ouvido falar na Suzana Trajano. Nascida e criada em Copacabana, mais precisamente, na Rua Belfort Roxo, a carioca virou figurinha marcada nas festas undergrounds com apenas 12 anos e produziu a sua primeira aos 16. Hoje, ela é produtora do Gema Tv e está por trás de projetos hype, como a I Love Pop e Inferninho. Seu mailing pessoal conta com mais de vinte mil pessoas e, nas horas em que não está no backstage, assume as setlists sob o nome SuzyKill. “Várias pessoas me param na rua falando que adoram o meu set na ‘Pop’… Eu não colocaria a metade das músicas que ela toca, mas o povo parece que adora”, brinca.
Além das produções, Suzana já foi bartender do Dr. Smith, door do Galeria Café. Sobre seu estilo de vida, ela diz acreditar ser influência do local onde foi criada. “Cresci a base de sanduíche do Cervantes e vendo filme naquele cinema Estação que tinha ali na Prado Júnior. Acho que por ter crescido numa área tão boêmia do Rio, defini a noite como um bom caminho”.
E quem se assusta com a pouca idade que Suzana começou a freqüentar festas, ela explica. “Sempre via as pessoas saindo da Crepúsculo, quando ia pra escola, e ficava doida pra ir lá e conhecer. Um dia fui, quando já era o Kitchnet, e me encontrei. Tocava o som que eu gostava e me divertia a noite inteira. Como andava com pessoas mais velhas, dizia aos meus pais que ia dormir na casa de amigas. Na época, já era do tamanho que eu sou hoje e não se pedia muito carteira de identidade na porta, então, basicamente, frequentei lugares como Crepúsculo, Basement e Columbus, durante muito tempo.”, conta.
com o José Camarano
DJ Malboro na primeira edição da Real
Flyer da primeira edição da Real
Como Suzykill
Daí para criar festas foi um pulo. “Comecei a fazer festas pros meus amigos. Queria criar algo no clima do DJ Amândio, que toca ‘de um tudo’. A primeira profissional foi a Real. Fizemos a primeira edição em 13 de fevereiro de 2004. E então ressuscitamos o DJ Malboro, que estava apagado na época. Ele relutou, mas no final, a combinação dele com os DJs Mauricio Lopes e Spark foi ótima! Tanto que a segunda edição da festa foi na Bunker, e foi a maior lotação da casa, que abrigava 1800 pessoas e tinham três mil lá dentro”.
Foi este clima mix que serviu de referência para a I Love Pop. “Acho que foi por isso que deu super certo! Nossa idéia é divertir as pessoas, tirar um pouco dessa coisa atual de sair, ‘fazer social’ e ir embora. Queríamos fazer as pessoas dançarem a noite inteira, com os amigos ou sozinhos”, diz ela, que compara com a sua adolescência. “Antigamente, ‘play’ só ia em lugar de ‘play’ e os descolados só iam em lugares ‘under’. Atualmente, por exemplo, na I Love Pop, você vê de tudo, todo mundo dançando junto e se divertindo até o amanhecer”, diz Suzana com seu estilo carioca.
Sobre a parceria com o Gema Tv, ela diz que já é de longa data. “Conheci o José Camarano quando uma amiga o indicou para dividir um apt comigo em Botafogo. Isso faz uns bons 8 anos. De lá para cá o José se transformou em um dos meus melhores amigos. Acabamos estreitando mais a relação quando inventamos as festinhas na loja Bomba!, que tinha o intuito de trazer uma festa ‘da hora’ para dar uma palhinha com bebidinhas e comidinhas”, conta.
Novos projetos estão em vista para ainda este ano. “Eu trabalho com o agora. Não gosto de longos prazos”, esclarece. Entre eles, estão aumentar aI Love Pop, fazer nova edição da Inferninho e uma nova festa, estilo Rock n´ Roll. “Será uma festa de Electro Rock em parceria com o produtor e DJ Grauhause da DDK”.
Suzykill
Natasha Fatale e Boris Badenov
O nome é um apelido colocado por um amigo, mas se tornou personalidade da Suzana quando está comandando o setlist. “A Suzykill toca pro público. Às vezes saio ovacionada pela galera e brinco dizendo que eu, Suzana,, não me orgulho daquele set”, brinca ela, que diz gostar mais do estilo Indie. Mas, o que muitos não sabem é que, antes da “Suzy”, a dj e produtora era Natasha Fatale. “Foi como comecei a tocar. Uma amiga chamou a mim e o Alexandre Ostrovsky para fazer um mixer com nossos ipods, no Dama de Ferro”. A brincadeira deu tão certo que os resolveram formar uma dupla. “O Alexandre era fanático pelo desenho Natasha Fatale e Boris Badenov, então este virou o nosso nome. Como nós dois brigamos a cada três dias, seguimos carreiras solo e aderi o novo nome”, diz, com seu bom-humor típico.
Pra finalizar, já que o assunto preferido da Suzana é diversão, ela dá as dicas do que considera imperdível na noite carioca:
- Ouvir o Dj Edinho tocar (de longe o melhor dj de Rock, ever!) e o Mauricio Lopes (com seus sets devastadores).
- Dar uma olhadinha no Gema Tv para ver o que estamos aprontando ;)
- Conhecer os cupcakes maravilhosos do Daniel Simas.
- Comer o risoto de limão siciliano do Meza bar.
- Acreditar de coração que canta e soltar a voz noKaraokê da Drinkeria de Copa.
Este blog faz parte do Mais Ipanema, uma parceria entre as Sandálias Ipanema e o Instituto e com objetivo de valorizar o bairro e incentivar atividades socioambientais. Através deste blog, o Mais Ipanema dará destaque às pessoas, movimentos e projetos que fazem de Ipanema um dos mais belos cartões postais do mundo, ressaltando a originalidade do seu lifestyle.
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