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16 de novembro de 2009

Nos bastidores de Isabel Wilker

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Foto: Gabriel Mendes

O sobrenome é de peso, mas isso não parece intimidar Isabel Wilker. Pelo contrário. Modelo, atriz e apresentadora, ela diz que herdou a curiosidade dos pais, José Wilker e Mônica Torres, e se desdobra em mil e uma atividades. Além de estar à frente do programa Bastidores, do Multishow, Isabel se prepara para lançar um livro de poemas, participou do longa “Carioca”, junto ao seu pai, estuda para tentar mestrado em Letras, faz aulas de canto (para uma peça que quer montar em 2010) e ainda tem tempo para fazer colagens e fotografias (dois hobbies).

IB - Como foi a transição de atriz para apresentadora? A relação com a câmera muda?

IW - Eu trabalhei pouco como atriz antes de ser apresentadora. Passei um tempo estudando teatro, participei de curtas, e logo quando fiz meu primeiro trabalho como atriz na TV - em Ciranda de Pedra - fui aprovada pro programa Bastidores. Então passei a fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

A relação com a câmera é totalmente diferente! Apresentando, falo não só com a câmera, mas com todas as pessoas que estão assistindo ao programa em casa. É como se eu falasse com as pessoas através da câmera, tenho que pensar nisso sempre e interagir constantemente. Já o trabalho de atriz cria um jogo diferente, porque a câmera é como se fosse um olhar indiscreto, temos que fingir que ela não existe e não há a mesma interação direta com o público que está assistindo.

Bastidores

Entrevistando o ator Marcelo Vale na Jordânia

IB -  Você sente mais prazer em um dos dois?

IW - Arriscaria dizer que gosto mais de atuar, mas quando apresento também atuo de certa forma. Precisei encontrar uma espécie de personagem que combina com o programa e que é diferente de mim. Então acaba que vivo sempre um pouco dos dois universos.

IB - E o início de carreira como filha de famosos? Ajudou, atrapalhou?

IW - Não posso dizer que atrapalhou. Mas acho essa relação um pouco complicada. Como eu já conhecia bem o meio, atores, diretores, produtores de elenco, começar a trabalhar não foi difícil. Já sabia por quem procurar, sabia como funcionava o mercado de trabalho.

Por outro lado, sempre tive medo de fracassar, de me expor de maneira negativa, de ser criticada. Sempre tive medo de decepcionar as pessoas e a mim mesma por causa das referências familiares. Aos poucos minha percepção foi se transformando e fui ganhando mais confiança.

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IB -Quando decidiu que também queria ser atriz?

IW - Sempre quis ser atriz, desde pequena quando comecei a entender o trabalho que meus pais faziam.  Passei a infância percorrendo os bastidores, sets de filmagens, coxias de teatro, estúdios de novela… Esse mundo sempre me fascinou.

IB - Aliás, o quanto a arte faz parte do seu dia-a-dia?

IW - A arte faz parte da minha vida. Eu leio o tempo todo, escrevo muito, faço colagens. A criação, mesmo que eu não esteja trabalhando em algo específico, sempre ronda minha cabeça. Herdei a curiosidade dos meus pais, gosto de saber o que está acontecendo no mundo, o que outros artistas estão fazendo. Sempre que posso viajo, visito museus, procuro novidades.

IB - E sobre ser modelo? O quanto a profissão e a moda fazem parte do seu dia-a-dia?

IW - Sou consumidora ávida de revistas de moda, muitas imagens me inspiram. Praticamente todo o material que uso nas minhas colagens vem de revistas de moda. Não sei direito explicar o que tanto me fascina, acho que essa troca de intenções entre fotógrafo e modelo cria um efeito muito interessante, e não só dentro do contexto da moda.

Eu sempre gostei de fotografar, mais do que de desfilar. Mas fui me afastando da profissão de modelo porque me interessei por outras coisas, encontrei outros meios de me expressar de maneira mais profunda, completa. Gosto de me arrumar, de comprar roupas e nesse sentido a moda faz parte do meu dia a dia. Trabalhando como modelo aprendi a escolher melhor o que me veste bem, conheci as marcas e os estilistas.

IB - Além dos Bastidores, quais são seus projetos atuais?

IW - Estou as voltas com um projeto de publicar um livro de poemas e colagens. Comecei o livro durante o último período da faculdade de Letras e entreguei o projeto como minha monografia. Ainda preciso escrever mais poemas, enfim, acabar o livro mesmo.

Estou estudando para o mestrado, também em Letras, e recentemente comecei a fazer aulas de canto por conta de um musical que estamos tentando montar no começo do ano que vem.  E continuo fazendo testes pra cinema e TV. E ano que vem ainda tem mais Bastidores no Multishow!

IB - Você pode falar sobre seu papel no filme Carioca? Como entrou no projeto?

IW - Entrei no projeto porque o Julio Secchin, diretor do filme, queria que meu pai fizesse uma participação. Fiz a ponte entre os dois e pedi uma pontinha no filme!

IB - O que você mais gosta de fazer nas horas vagas aqui no Rio?

IW - Ler, escrever, ir ao cinema, ouvir música, passear pela cidade.

IB - Como você se apresentaria para alguém que não te conhece?

IW - hahaha…Nunca sei… Mas acho que algo perto de: Oi, sou a Bel, tudo bem?

Por: equipe Ipanema.blog

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18 de setembro de 2009

“Carioca”

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bloco Carioca

Bloco "Carioca"

Um grupo com cerca de 50 pessoas se reuniu para gravar, no último domingo, uma das cenas mais importantes do filme “Carioca”, que teve seu nome provisório “How to be a Carioca” alterado para se adequar à simplicidade proposta pelo projeto.

O primeiro longa-metragem dirigido por Julio Secchin teve a esperada cena do bloco de carnaval gravada no ensolarado Aterro do Flamengo. O elenco formado por Gregorio Duvivier, Alamo Faco, Alice Assef, Arthur Murphy, Luciano Salles e o mirim Dieguinho se misturou a figurantes, passantes e desavisados para a folia fora de época.

E como um bom bloco do Rio de Janeiro, a gravação, que foi feita com uma câmera Red, contou com fantasias inusitadas. Entre elas, máscaras do Cristo Redentor, apetrechos clássicos comprados no Saara e penachos, que deram o tom do filme.

Aqui você vê algumas das imagens feitas pela Anna Parisi . Abaixo, está o teaser editado pelo próprio Secchin.

Por: equipe Ipanema.blog

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08 de agosto de 2009

How To Be…

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…a carioca.

Está rolando pelos melhores cantos da cidade, a filmagem do primeiro longa-metragem de Júlio Secchin. Júlio, de apenas 22 anos ,tem em seu currículo a produção executiva de Apenas o Fim. Também diretor de fotografia e roteirista  do filme (adaptado do livro de mesmo nome “How To Be a Carioca”), ele explica que a  história é leve, bem-humorada e otimista, diferente da perspectiva mostrada sobre a vida carioca nos últimos anos.

(clique na imagem para ampliar)

Um dos aspectos interessantes da história é que o protagonista Gabriel (interpretado por Gregório Duvivier), um fotógrafo daltônico e cult, é um carioca não-arquetípico, longe daquela figura bronzeada que vive na praia. Protagonizam também: Arthur, o gringo do enredo (vivido por Arthur Murphy), a doce personagem Alice (por Alice Assef) e O Malandro (por Luciano Salles).

A equipe já passou pelo Parque Lage, Praia de Ipanema, quartos de hotel, apartamentos de amigosLapa e ainda vai pôr o bloco na rua literalmente: uma das cenas do filme é em um bloco carnavalesco que vai passar pela orla de Ipanema. Nos próximos dias, a equipe do blog vai ao set e depois conta aqui tudo sobre How to be a carioca.

(Imagens 1, 3 e 5 de Anna Parisi, still do longa-metragem)

Por: equipe Ipanema.blog

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