Segunda-feira é sempre dia de um pouco de preguiça, por isso, para dar um up no ânimo de quem ainda está no clima “domingo”, pedimos para um pessoal descolado dizer quais músicas acham que vão estar no repeat dos ipods cariocas!
Tem pra todos os gostos e climas… É só escolher o seu e já procurar para ouvir nos canais online!
Mayana Moura - Vocalista do Glass and Glue
- Sweet Dreams da Annie Lenox na versão do Marilyn Manson
Bicicleta, bike, magrela… Não importa. Quem mora ou visita o Rio sabe que uma das coisas legais da cidade é poder percorrer os pontos mais interessantes pedalando. Aliás, pedalar é tão prazeroso que o arquiteto Argus Caruso deu um tempo no trabalho, estendeu seus limites e percorreu mais de 35 mil km com sua bicicleta. O resultado é o o projeto “Pedalando e Educando” e o livro “Caminhos - Volta ao mundo de bicicleta” , lançado em outubro, onde o autor mostra fotografias dos 28 países que visitou, munido apenas de mochila e sua bike.
Agora, pra quem ainda não tem o fôlego pra ir tão longe, conversamos com uma galerinha cool, que usa sua bike pra tudo, aqui no Rio, e conta quais são seus trajetos preferidos, dão dicas etc. No final, ainda tem uma entrevista com Argus para gente saber mais sobre a sua aventura mundo afora.
Rafa Medeiros – Designer
Moro em Copacabana e circulo de bike por toda a Zona Sul (incluindo Laranjeiras, Glória, Catete…). É raro ir até o Centro, mas pode acontecer. Acho ótimo o Metrô permitir bicicletas nos domingos e feriados, mas só isso? Não dá para entender porque elas não são permitidas fora da hora do rush.
Uso a minha bicicleta diariamente há três anos e depois que passei um tempo em Berlim, ano passado, comecei a encarar até chuva de bike. Garanto que, na maior parte das vezes, evito muito trânsito e me refresco… Uso uma capa, mas já vi pessoas hilárias andando de bike com guarda-chuva no Rio.
A melhor vantagem da bicicleta é o controle do usuário. Porque mesmo dirigindo um carro, você depende de sinais de trânsito, engarrafamento e transtornos na pista. Na bicicleta, o controle é inteiramente seu. Você pedala na sua velocidade, escolhe o seu caminho e cria uma relação com o ambiente, que é perdida nos automóveis cobertos.
Além disso, não podemos esquecer que, diferente da maioria das grandes cidades, o Rio tem atributos naturais que colaboram com o bem-estar dos ciclistas. Mas duas coisas ainda irritam: a quantidade de automóveis e a falta de manutenção das ciclovias e ruas.
Tenho bicicleta desde os seis anos. Aos 14 ganhei uma de adulto e curtia pedalar por Niterói (saía de Icaraí e ia ou pra esquerda - São Francisco, Charitas e Jurujuba - ou pra direita - Ingá, São Domingos, Barcas - ou pra Santa Rosa visitar minha avó). Podendo ir de bicicleta, a preferência é dela. Em segundo lugar, os ônibus. Não dirijo. ;)
Quando eu trabalhava em Ipanema, era mais fácil usar a bike como meio de transporte oficial. Moro no Leme e era só pegar a ciclovia direto até lá. Agora, no escritório de Laranjeiras, fica complicado. O Rio de Janeiro tem a maior malha cicloviária do país, mas ela é interrompida em vários pontos (e pegar trânsito de bicicleta não dá, os motoristas são muito mal educados). Então tenho usado mais nos fins de semana, mesmo. Ou quando preciso fazer algo pela Zona Sul / Centro.
Acho que os melhores lugares pra ir de bike são os clássicos: pegar o Aterro até o aeroporto ou ir até o final da Zona Sul e pedalar pela Lagoa. Nunca fui até as Paineiras ou a Vista Chinesa, mas dizem que é a coisa mais linda.
Uso a bicicleta desde 91, quando ia para o colégio com ela. Quando me graduei e voltei pro Rio comecei a usar pra ir e voltar do trabalho. Hoje, vou a todos os lugares que estejam num raio de 20km da minha casa. Visito amigos, vou às compras, vou à palestras e até à Bienal do Livro já fui pedalando.
Poderia listar muitos motivos racionais, tais como praticidade, agilidade, meio ambiente, saúde. Todos são muito importantes, mas o fato é que adoro andar de bicicleta e me sinto muito bem. O prazer de uma pedalada, mesmo curta, me deixa mais relaxado, bem humorado e adoro fazer algo que gosto e saber que é importante. E no fim das contas todos saem ganhando.
IB - De onde surgiu a idéia do “Pedalando e Educando”?
AC - Sempre acreditei na educação como a única forma de melhorar nosso mundo. É o primeiro passo. Daí a idéia de unir aventura com educação, tentando fazer com que os estudantes se interessem pela cultura dos países de uma forma lúdica. Comecei projetos assim quando voltei da viagem de veleiro refazendo a rota de Cabral, exatamente 500 anos depois. Fiz algumas palestras em escolas e vi no brilho dos olhos dos estudantes, que a fórmula dava certo.
IB - Aliás, como você passou da arquitetura para a viagem de bike?
AC - Quando parti muitos perguntaram se eu iria “abandonar a arquitetura”. Nunca abandonei nada, apenas dei um tempo. Depois da viagem voltei a trabalhar com arquitetura e construção e muitas portas se abriram. A decisão de partir foi a mais difícil da viagem. Não é fácil sair de um bom emprego para cair na estrada. Mas hoje tenho certeza de que vale a pena.
IB - Por que a escolha de uma bicicleta como meio de transporte?
AC - É um esporte, um transporte com energia renovável, é simpático e me proporcionou muitas amizades no percurso. A velocidade da bicicleta é ideal para quem tem tempo e gosta de ficar próximo das pessoas. Fui devagar para poder cumprimentar e olhar no olho de todos que encontrava.
IB - Quais foram os principais locais por onde passou? Tem algum preferido ou que tenha te marcado mais?
AC - Foram 28 países! Difícil escolher algum, todos tiveram suas maravilhas. Mas gostei muito de ter atravessado a Cordilheira dos Andes e o Himalaia. A grandiosidade dessas montanhas impressiona e a visão dos vales era como um prêmio quando eu chegava nos topos.
IB - Quais são seus projetos futuros?
AC - Meu novo projeto é “Escola do Mundo”. Visitarei escolas do Brasil com uma exposição itinerante e “contações” de histórias. A viagem iniciará no primeiro semestre letivo de 2010 e, primeiramente, visitarei as regiões Norte e Nordeste.
“The point of Resort is to evoke emotion…”. É com essas palavras que a estilista Diane von Furstenberg descreve a coleção resort 2010, inspirada nas cores e no mood do Rio de Janeiro . Maiôs estilo pin-up, chifon, neon, longos, curtos, laços e turbantes são o Rio de Diane. A notícia legal (para o hemisfério norte) é que as peças da Resort, desfiladas em junho deste ano em NYC, chegaram às lojas da DVF este mês e também já podem ser compradas on-line. Abaixo, alguns looks criadospela estilista. (clique nas imagens para dar zoom)
Este blog faz parte do Mais Ipanema, uma parceria entre as Sandálias Ipanema e o Instituto e com objetivo de valorizar o bairro e incentivar atividades socioambientais. Através deste blog, o Mais Ipanema dará destaque às pessoas, movimentos e projetos que fazem de Ipanema um dos mais belos cartões postais do mundo, ressaltando a originalidade do seu lifestyle.
Este blog faz parte do Mais Ipanema, uma parceria entre as Sandálias Ipanema e o Instituto e com objetivo
de valorizar o bairro e incentivar atividades socioambientais. Através deste blog, o Mais Ipanema dará destaque
às pessoas, movimentos e projetos que fazem de Ipanema um dos mais belos cartões postais do mundo, ressaltando
a originalidade do seu lifestyle.