Pedro Becké uma dessas figuras que surgiram para mudar a noite. Ele nasceu na ponte Rio-São Paulo, cresceu carioca, amigo de nomes como a Suzana Trajano, mas atualmente mora em Sampa, onde tem dado o que falar com a party Balada Mixta, criada com a descontraída Katylene e o Pomada.
No último sábado, a festa teve sua primeira edição no Rio, contando com mais de dois mil nomes na lista de convidados. O Ipanema Blog aproveitou para conversar com Pedro sobre a noite carioca, Sampa e os novos projetos do rapaz, por enquanto, super secretos.
IB - Você cresceu no Rio e voltou para o Rio já adulto. Mantém algo do estilo de vida daqui em Sampa?
PB - Fui pra São Paulo bem carioca, mas o dia a dia da cidade me fez um paulistano completo: trabalhando sem parar, de notebook e smartphone até na hora do café, e apaixonado pela vida noturna.
IB - Como você vê o cenário das festas do Rio? Muitos grupos têm surgido com propostas em todos os cantos da cidade.
PB - Conheço bastante gente da noite carioca. Tem espaço pra todo mundo. Ouço falar de problemas de cópias, mas se elas existem é melhor ainda: são elogios de o que você faz está no caminho certo. Acho muito válido novos promoters, DJs e propostas surgirem. Todo mundo só ganha com isso. “Nêgo” tem que parar de ser “xiita”.
IB - Quais são seus projetos atuais?
PB - Criei a Balada Mixta em setembro junto com o Poms e a Katylene. Estamos começando a viajar com datas já fechadas no Rio, Brasília, Recife e Natal. A idéia é viajar bastante este ano com a festa, que começa a se consolidar bem em São Paulo. E dia 10 de abril começo uma festa nova ainda guardada a sete chaves ao lado do Fabrício Miranda e do Ad Ferrera.
IB – E no Rio? Quais são suas festas preferidas?
PB - Das atuais, conheço o Bailinho, a I Love Pop, Maldita, Paradiso, a Moist (que ajudei a criar, sugerindo o nome da festa) e a Moo. Gosto muito da I Love Pop, sou bastante amigo da Suzana desde pequeno e tenho bastante admiração por ela e pelo trabalho dela. Também adorava a Combo, do Xande.
IB - Você acha que as pessoas estão mais abertas a participar de festas com mais humor, fora do clima underground que marcou até pouco tempo?
PB - Isso é relativo. Nossa festa é underground, pois fazemos na Funhouseque cabem 200 pessoas e estamos felizes assim, enquanto o Marcos Mion coloca 1000 pra dentro da Disco, na festa dele. Acho que essa é uma boa comparação entre underground e mainstream. Acredito em ciclos. Lógico que não fizemos a festa porque o Pop está em alta, mas foi um casamento super feliz e as pessoas receberam muito bem.
Gosto de comparar o que eu faço com a depressão dos anos 30 nos EUA: havia tristeza e foram lá e criaram os musicais. A gente faz a mesma coisa: levar música pop e humor pra balada. Festas cabeças, com DJs xiitas que se recusam a abrir um pouco o leque, já tem em todo lugar.
IB - Do que você mais sente falta do Rio?
PB - Família, amigos de verdade, olhar pro lado e ver o oceano, ser mal atendido no Bar Lagoa, ver 80 filmes em duas semanas no Festival do Rio, e, principalmente, ir ao Maraca ver o Mengão jogar.
Ela veio de Minas Gerais, mas viver desde os nove no Rio deu aquele toque carioca no estilo de vida da modelo. Extrovertida e sem muitos problemas em ser sincera, a também apresentadora do programa “As pegadoras” (Multishow), Lívia Maria Senatore conta que se encanta com a moda mesmo sem se esquivar em dizer que “até hoje não entendo nada sobre”.
Em uma das pausas entre os jobs e mergulhos nas praias de Ipanema e Recreio (seus points preferidos), Lívia conversou com o Ipanema Blog mostrando que, de previsível, a menina não tem nada.
IB - Como você começou a carreira na moda?
LM – Todo mundo me via e dizia que eu era linda, ruiva e magrela, então tinha que ser modelo. Minha mãe não apoiou, mas aos 13 anos voltei a fazer testes e as coisas foram acontecendo.
IB – E como vê esse universo?
LM – Me encanta, mas até hoje não sei nada de moda. Vejo a moda como arte. Quando sou fotografada é como se fosse atriz. Gosto de interpretar (Ela inclusive participou da série “Castigo Final”, lançada no Festival de Cinema do ano passado). De estar em conjunto com algum cenário, história etc.
Amo ser modelo, mesmo com os fuxicos que existem. Muitos me chamam de exótica, mas sou muito tranqüila, não curto essa coisa de “fazer carão”. Meus trabalhos sempre fluem calmos, é claro, a não ser que eu esteja irritada. Mas a moda não é só glamour, poder e glória, então faço o meu e fica tudo certo.
IB – E sobre você ser exótica? O que isso significa?
LM – Desde nova aprendi a me virar sozinha. Vivo meu mundinho e até digo pras pessoas que sou uma “Emo” sem franja e unha preta. Não tenho preconceito com nada. Eu tenho conceitos formados.
IB – Fora do burburinho, o que você curte fazer?
LM – Aí fica o meu lado mineiro. Sou meio bicho do mato. Não sou fã da noite. Eu e meu noivo gostamos de ir à praia. Eu gosto do cheiro da praia, de me divertir. Pra mim praia é um lugar pra se divertir. Não existe o “ir à praia sozinha”. Inclusive, posso dizer que sou farofeira. Gosto do clima despojado. Pretendo até casar em uma praia e levar essa sensação boa aos nossos amigos e família.
Mineiro na certidão de nascimento e carioca por escolha, Fabiano Moreira está por trás da Agemda, indicada ao Prêmio Dj Mag Best Brasil na categoria Melhor Blog, e é conhecido por mergulhar nas festas e mostrar o melhor delas. O jornalista faz do seu hobby um dos canais mais bacanas para quem quer ficar antenado no que acontece na noite do Rio.
Além disso, o inquieto assumido está organizando o Grito da Gema, que rola na próxima terça, às 18h no kantha galo (Lagoa), está na produção da versão carioca da Bootie e ainda lançou a mixtape de mashups de carnaval, com faixas de nomes como João Brasil, André Paste, Faroff e outros. Dizer que ele nasceu em um domingo de carnaval explica toda essa energia, não é?
IB - Como será o seu carnaval este ano?
FM - Todo ano prometo que vou a algum bloco tradicional, mas acabo não indo. O mais certo é que eu esteja nas festinhas do “carnaval off” do Rio, cobrindo e me divertindo, neste formato do blog de personagem da noite que se joga e reporta. Vou comemorar meu aniversário no Grito da Gema, na terça-feira, e depois tem I Love Pop.
IB - Muitos já te associam ao cenário da noite, de festas. O que, no seu estilo de vida, surpreenderia mais as pessoas?
FM - Que eu tenho uma vida de dia, com uma carga horária de oito horas de trabalho, que sou extremanente organizado e responsável, profissional à beira do chato, de tão comprometido e meticuloso. Party people à noite, workaholic de dia.
IB - O que você gosta de fazer nas horas de relaxar?
FM - Eu não relaxo. Eu quico. “Peixes em peixes”, sabe? Inquieto por natureza. Trabalho oito horas no meu emprego formal e mais seis ou oito horas na Agemda, quando chego em casa. Acho que relaxo com a Agemda. Me dá muito prazer. É meu lazer. E saio bastante também, né? Estilo de vida que deu origem ao blog.
José Camarano
Party mood
Gorky, Fabiano e Pedro Deyrot
Fabiano e João Brasil
IB - Como começou o seu contato com o pessoal do GemaTV?
FM - Sou amigo pessoal do José Camarano dos tempos que morávamos em Minas Gerais. Ele é de Ubá e as primeiras festas de música eletrônica que ele frequentou foram as edições da Electrica, que eu fazia. Foi quem me incentivou a vir para o Rio e convidou para fazer a Agemda. É uma paixão da minha vida. Tenho uma admiração muito grande por ele, por seu talento e diplomacia. Um gentleman, sempre.
Quando uma notícia vem dele, todo mundo sabe: Vem coisa boa por aí. E isso não é à toa. Editor do site RG Vogue, Jeff Ares está por dentro dos principais burburinhos que acontecem pelo Brasil.
Despojado e direto, Jeff tirou um tempo para um bate-papo com o Ipanema Blog, contando um pouco do seu próprio RG.
IB - O que é fazer o RG de alguém?
JA - É bisbilhotar com carinho.
IB - Você é conhecido por ser editor de um dos principais veículos sociais, onde a pessoa é personagem central. Como circular entre tantas personalidades sem perder a sua essência?
JA - Eu não me encaixo muito nesse modelo aí. Minha regra é manter um grupo sólido de amigos, uma referência de mundo real, de pessoas incríveis, todas super colunáveis no meu coração.
IB - Quando pensamos em personalidades, pensamos em festas. Você é freqüentador dos principais burburinhos?
JA - Tenho que ir ao maior número de boas festas que o Engov permita. E eu gosto bastante, não é sacrifício não.
IB - Quais nomes e assuntos, na sua opinião, estarão em alta este ano?
JA - Quem fizer coisa nova leva. Chega de mesmice, né…
IB - O que considera necessário para viver no mundo da moda sem se reconhecer em um dos personagens do “O Diabo Veste Prada”?
JA - Tô fora do estereótipo. Tenho alma hippie. Tento falar de lifestyle com crítica social e bom senso. Clichês antigos da moda já eram. Tem uma geração nova e cheia de boa fé que só quer se divertir e ganhar dinheiro. Tô com eles.
Quem freqüenta as festas cariocas, pelo menos, já ouviu falar nela. Isso por que LouLou Chavarry é da trupe que corre por semanas para fazer uma noite perfeita para os convidados. Nascida no burburinho de Santa Teresa, ela está por trás de festas como a ElectroShake, MOO, Hell´s Club (as edições que rolaram no Rio) e a mais recente,Shout!.
Não é à toa que LouLou é a única carioca que concorre como melhor promoter brasileira no 2º Prêmio Dj Mag Best Brasil. Aqui, ela, que deixou a carreira em arquivologia para investir em produção, conta um pouquinho do trabalho e mostra o seu lado pós-festas. “Gosto de ir pro ‘meio do mato’ com meu filho, meu marido e amigos. Preciso descansar um pouco… senão, piro!”.
IB - Como você começou na noite carioca? LC - Era frequentadora assídua da extinta Guetto … Um dia, o Calbuque, dj e Produtor da festa Febre, me chamou para substituir uma menina que não poderia trabalhar naquele dia. Gamei!
IB - O que torna uma festa perfeita? LC - Boa música, gente feliz e bom atendimento … Festa com “gente caruda” não dá !
IB - Para você, quais são os principais nomes da noite carioca? LC - Moo, Mauricio Lopes, Gustavo Tatá, os meninos da Dancing Cheetah (Chico Dub, Pedro Seiler e João Brasil), The Twelvees e Filipe Mustache. Gosto muito também de uma galera nova, como OsRitmosDigitais.
IB - O que fazia antes de mergulhar no burburinho da noite? LC - Sou formada em Arquivologia e quase pós-graduada em Informação e Comunicação em Saúde. Trabalhei no Arquivo Histórico do Outeiro da Glória, FioCruz e Ministério da Saúde, mas não aguentei o silêncio dos arquivos!! Daí, larguei tudo e voltei a trabalhar só com eventos.
IB - Quais são seus projetos atuais? Planos para 2010?
LC - Atualmente estou envolvida na produção de 3 eventos: a ElectroShake, as Festas da MOO e Maze/Shout! Planos para 2010? Vários!
A irmã, Ana Markun, foi quem deu o start para a carioca Vitoria Frate se interessar pela carreira de atriz. Depois de largar a faculdade de comunicação para cuidar da “pulga atrás da orelha” que ficou desde pequena, quando via a irmã no palco, a atriz entrou para o circo e participou da Intrépida Trupe.
Atualmente, ela faz dança, está com dois filmes, os longas Léo e Bia e Por enquanto, para estrear ainda este ano e já tem planos para voltar ao teatro no segundo semestre. Nas horas vagas, Vitória ainda curte fotografar e aproveitar o clima “despojado-tranquilão” do Rio de Janeiro.
IB - Começando do começo… Como foi o início da carreira de atriz?
VF - Eu cresci dentro do teatro por causa da minha irmã mais velha que é atriz e sempre me carregou junto para cima e para baixo. Eu adorava aquele universo. Ficava na luz ou escondidinha na coxia, desde os 5, 6 anos. Mas gostava de escrever, então quando chegou a hora do vestibular optei por jornalismo e fotografia. Cursei comunicação até o quinto período, mas, desde o terceiro já tinha uma pulguinha atrás da orelha.
Comecei a fazer circo e de lá fui para os exercícios de criação cênica, voltei para a dança e logo já estava no teatro. Então decidi entrar em uma faculdade de artes cênicas também. Quando percebi estava escrevendo “atriz” quando algum formulário me pedia a profissão.
Com a equipe de trabalho
IB - Em uma entrevista você disse que não faz projetos…
VF - Não é que eu não faça projetos, só tento não ter muita rigidez com os meus sonhos. Eu sei o que quero fazer da vida nesse exato momento e me empenho e trabalho para isso. Mas não significa que eu não esteja aberta a mudanças. Se um dia eu mudar de idéia… Tudo certo! Às vezes quando se planeja demais deixa de enxergar coisas bacanas que cruzam o nosso caminho.
IB - Qual é a melhor maneira de curtir o Rio?
VF - Sem horário para voltar e sem carro! O Rio é uma cidade fácil, você sai para comprar pão e quando vê já está jantando na casa de algum amigo. Isso é uma das coisas que mais sinto falta quando passo muito tempo fora, esse jeito meio despojado-tranquilão da cidade.
Ainda não conhece oStop Play Moon? Miss Kittin e The Whitest Boy Alive já! E se você é daqueles que curtem música de qualidade, também deveria…
Em janeiro, o trio brasileiro finaliza o novo álbum e se prepara para a tour. Antes, um bate-papo rápido com a trupe conhecida pelo som apurado e senso fashion nos palcos.
IB - Como surgiu a banda?
SPM - O Paulo tinha um projeto chamado Motel e nos chamou um dia para vermos se rolava uma integração e foi o que aconteceu. Logo surgiu o Stop Play Moon.
IB - O quanto a moda influencia na música e na apresentação ao vivo de vocês?
SPM - Há uma preocupação em relação aos figurinos nos shows, todos gostamos disso, mas na hora de compor a parada é outra.
IB - Quais são as influências de vocês? Seja música, artes plásticas etc.
SPM - Tudo que envolva amor e um pouco de bom gosto.
IB - Qual foi a apresentação mais marcante pra banda?
SPM – Foi no Le Baron, em Paris. Tocamos lá em junho de 2008.
IB – Já tem data para o lançamento do cd?
SPM - Sim, fica pronto no final de janeiro de 2010, está sendo produzido pelo Plinio Profeta. No último dia 13 fizemos nosso ultimo show pré cd abrindo para o The Whitest Boy Alive, no Studio SP.
Estamos tirando uma mini férias para começar a produção do álbum e ensaios para o show de lançamento / tour 2010.
FYI
Quem é Stop Play Moon: Geanine (ex modelo), Paulo e Ricardo Onde já tocou: Em Paris, Londres e Brasil. Com quemjá tocou: Abriu os shows da Miss Kittin e, recentemente, do trio gringo, The Whitest Boy Alive, aqui no Brasil.
Como aEntrevistadora de Maiô, ela mostra uma descontração de causar inveja nas mais tímidas. Mas Paula Rita Saady não pára por aí. Se dividindo entre Rio e Paris (onde mora atualmente), Paula trabalha n L´Officiel 1000 modeles, mas avisa que não deixou o maiô de lado. Pelo contrário…
IB - Como vocês chegaram ao estilo da Entrevistadora de Maiô? E como ela surgiu?
PRS - Surgiu em 2007 quando o José Camarano e o Antonio Frajado sugeriram que eu fizesse um programa de entrevistas no site. Como o primeiro entrevistado foi um gringo, pensamos em fazer algo tropical kitsch, e ai ficou. Mas o personagem sou eu mesma, mais debochada e sem limites do que o normal, um Paula Rita liberadíssima.
IB - Já houve alguma situação inusitada durante as gravações?
PRS - Sim, uma vez improvisei um surf em uma arara de rodinhas num camarim da SPFW entrevistando Ivan Rodik, do blog Facehunter. Mas o clássico é tropeçar no salto (também são enormes). É ótimo para desconstruir o glamour da personagem.
IB – Você está em Paris, mas como define o estilo do carioca?
PRS - O carioca clássico tem um pé no hippie chic, combina com a praia. Gosto de ver esse hippie chic quando ele é leve e vem misturado com o street, skate, rocker, vintage… Não dá pra “fazer a brejeira” pra sempre…
IB – Quais são seus projetos para o ano que vem?
PRS - Desenvolver a Gema TV internacionalmente, fazendo ainda mais vídeos e entrevistas em Paris e Londres para começar. Tenho outros projetos, como uma coleção de maiôs para serem usados muito além das praias e piscinas, além de um programa da Entrevistadora de Maiô, mas esse ainda é segredo.
IB - O que você acha que vai bombar em 2010, na moda, música, artes etc.?
PRS - Eu acredito muito nas transparências para homens e mulheres, muito maiô, hot pants e lingeries. Lady Gaga, né! Não sou nenhuma especialista em artes, mas tenho visto muita coisa. Reciclagem e ecologia estão com tudo. A qualidade de vida é o maior luxo.
Poderia ser mais uma história de alguém que ficou conhecido na web e não demorou muito para desaparecer das nossas vistas. Mas não parece ser o caso. Conhecido no meio musical como o “pupilo de João Brasil“, André Paste vem ganhando o público e as pistas com seus mashups irreverentes, que já receberam elogios de todo o Brasil.
Quem é ligado na web viu o burburinho que rolou esta semana, após a confirmação da vinda do menino de apenas 18 anos ao Rio (Ele mora no Espírito Santo) para tocar na NewLaje (organizada pelo Projeto Seis), no dia 09 de janeiro. Antes, batemos um papo bacana com o DJ sobre música, artes e a expectativa de abrir 2010 tocando para o público carioca.
IB - Como começou sua relação com a música?
AP - Há uns 3 anos atrás, pra passar meu tempo livre, resolvi fazer um curso de produção de musica eletrônica, sem muita pretensão de realmente começar a produzir, até que eu ouvi o Big Forbidden Dance do João Brasil vi que era isso que eu queria fazer. Daí comecei a fazer meus mash ups de brincadeira.
IB - E com o João Brasil?
AP - Sempre fui fã do João, ele é um desses caras que não faz nada meia boca, só coisa muito genial, desde suas musicas do “8 Hits” até todos seus mashups, mas só fui ter contato com ele mesmo quando comecei a fazer os meus também.
Então adicionei o João no myspace e pedi a opinião dele sobre o que tinha feito, sem esperança de ser respondido, e ele veio cheio de dicas, coisas que eu não pensaria nunca sozinho. Aí, a gente começou a se falar por internet.
IB - Quais são suas referências na hora de fazer um mashup?
AP - A minha maior referencia é o João, o primeiro cara que eu ouvi misturando musica brasileira com gringa foi ele. E é isso que eu mais gosto de fazer. Mas também ouço muito os remixes feitos pelo Chernobyl, Gorky, Faroff e GirlTalk.
IB - Como começou a sua relação com a NewLaje e porquê topou o convite?
AP - Já tinha visto fotos da NewLaje em alguns blogs daí do Rio e achei o clima da festa muito legal. Por isso, quando abri meu e-mail e vi que tinha o convite pra tocar nela abri um sorriso de orelha a orelha e topei na hora.
IB - Qual sua expectativa em tocar no Rio? Já veio à cidade antes?
AP - Adoro o Rio, acho que vai ser tudo muito legal, já toquei no Cinemateque em um projeto aqui do ES que levou uns 40 artistas locais pra tocar no Rio, Sampa e Curitiba.
IB - O que você espera sentir do público carioca?
AP - Eu acho que o carioca é o publico mais bem humorado do Brasil, e é isso que eu espero. Muito bom humor, deixar os preconceitos de lado e quebrar tudo ao som do que for.
Nome forte da moda brasileira,Carlos Tufvessoné conhecido por não manter seu talento apenas no ateliê. Mesmo com a agenda atribulada, o estilista também é visto por seu engajamento em causas sociais, como “A Moda na Luta Contra o HIV”, que este ano teve sua oitava edição e contou, pela primeira vez, com apoio da Ipanema RJ (junto à Ecobag Radical Chic, assinada por Miguel Paiva).
Entre a correria de produzir e apresentar nova coleção para a temporada, divulgar o movimento contra a AIDS e planejar o lançamento da linha de móveis, junto ao André Piva, Carlos conversou com o Ipanema RJ sobre sua relação com a moda e o seu esforço em transformar esta em um canal de conscientização do público.
Mesmo tendo seus minutos diários todos planejados, o estilista não mostra cansaço. “É como um desfile: No dia, você está tão exausto que jura nunca mais desfilar! Depois termina e você já está pensando na luz da próxima temporada.”.
IB - Como surgiu o seu interesse por causas sociais e o surgimento da “A Moda na Luta Contra o HIV”?
CT - Há 12 anos milito no Movimento Aids por achar absurdo a causa de pré-existência alegada pelos seguros de saúde. Na época, não aceitavam os soropositivos, até conseguirmos mudar as leis.
No mais a aids levou toda uma geração de colegas profissionais de moda e creio que era o momento de honrarmos sua memória lembrando os outros sobre o fato que a cura não existe e muito menos grupo de risco. E daí nasceu há oito anos a campanha “A moda na Luta Contra o HIV”.
IB – Qual relação você vê entre moda e melhorias sociais? Você a considera um instrumento de conscientização?
CT - Acredito que a visibilidade que nós, profissionais de moda, temos deva ser usada em prol de uma causa social. Apesar do papel da moda estar centrado na evolução das roupas, nós podemos usar nossa figura pessoal para militar em prol de uma causa. Como, aliás, todos nós cidadãos deveríamos.
IB – Aliás, você acredita que estão descobrindo o poder da moda na sociedade?
CT - Ainda não. Precisamos primeiro descobrir uma união dentro da moda, em prol de causas em comum. Tradicionalmente, o nosso não é um setor unido. Sei lá o porquê, mas é quase cultural.
IB – Você participa de outros projetos como este?
CT - Participo de algumas ações como, por exemplo, a da L´Oreal, importantíssima que se chama “Cabeleireiros contra a AIDS” e obviamente minha militância em prol dos direitos civis dos homossexuais no Brasil
IB – Quando planeja um projeto com “A Moda na Luta Contra o HIV” qual é o seu objetivo principal? E o que você gostaria de melhorar no engajamento do público com o bem estar social?
CT - Trabalhamos com o conceito de “a informação é a melhor arma para a prevenção”. Queremos comunicar de maneira simples algo ainda cheio de dogmas (como tudo que se trata de sexo), que é o uso do preservativo. Ainda hoje isso é responsável por contágios que poderiam ser evitados.
IB – Como você consegue b a sua agenda de estilista com projetos como este?
CT - Não consigo. É sobre-humano. Ainda mais neste ano que a campanha caiu na mesmo semana dos lançamentos e estava em SP.
Coordenar assim foi dificilíssimo, mas minha equipe mega antenada e dentro desta causa há anos sempre leva adiante e a cada ano conseguimos crescer e fazer acontecer mais. E, no fim, quando vejo o Cristo iluminado, o coração aperta e já começamos a pensar no ano que vem. ;)
Uma parceria entre a Grendene/Ipanema e o Instituto e com objetivo de valorizar o bairro.
A adoção do Parque Garota de Ipanema é a primeira ação deste projeto.
Aqui você acompanha o que acontece.
Este blog faz parte do Mais Ipanema, uma parceria entre a Grendene/Ipanema e o Instituto e com objetivo
de valorizar o bairro e incentivar atividades socioambientais. Através deste blog, o Mais Ipanema dará destaque
às pessoas, movimentos e projetos que fazem de Ipanema um dos mais belos cartões postais do mundo, ressaltando
a originalidade do seu lifestyle.