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13 de agosto de 2010

Bootie Rio Rocky Horror Show

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Hoje rola a Bootie Rio, no clima sexta-feira 13, na Fosfobox. Já conhecida por trazer DJs de todo o mundo, desta vez o destaque é o austríaco Schmolli, que aproveitou e bateu um papo com o Ipanema Blog.

IB - Quando você percebeu que o heavy metal e pop poderiam ser “felizes” em uma música?

Schmolli - Eu sou músico, então quando olho para a estrutura de uma música pop ou de metal, encontro semelhanças. Não separo as músicas por gêneros.

IB - Você vê a cena mashup como uma forma de mostrar novos artistas (ou artistas desconhecidos) para um público que não teria a chance de conhecê-los por conta própria?

Schmolli - Sim, definitivamente. Às vezes, o artista mesmo incentiva os produtores a fazerem remixes ou mashups, colocando suas músicas (vozes, instrumentos, etc). online. Então, de vez em quando algumas dessas bandas ainda me enviam emails com seus trabalhos para que eu faça mashups. Não me importo se a banda é conhecida ou não, desde que a música seja boa.

IB - Quando você pensa em Rio de Janeiro, você pensa … (?)

Schmolli - … Pão de Açúcar, Cristo, Ipanema e as mulheres bonitas. Realmente gostei do que vi hoje cedo, andando por aí. Espero que eu possa ver um pouco mais nos próximos dias.

IB - Você conhece alguma banda ou artista brasileiro? Se assim for, mashup que você gostaria de fazer?

Schmolli - Eu só conheço bandas como Sepultura (mais o seu lado bandas / projectos) e mais alguns outros que eu não lembro seus nomes agora. Principalmente coisas dos anos 80/90.

Por: equipe Ipanema.blog

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13 de julho de 2010

O sotaque carioca do Chernobyl

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Chernobyl é um nome comum para quem é fã de músicas com influências cariocas. Uma das atrações da terceira Bootie Rio, que rola na próxima sexta, o artista de Porto Alegre participou da valorização local, produzindo bandas e artistas como Bonde do Rolê e Edu K. Prestes a chegar ao Rio para se apresentar, ele conta para o Ipanema Blog um pouco da carreira e do que o atrai tanto aqui no Rio de Janeiro.

Chernobyl - Divulgação

IB - O que te atrai na cidade?

Chernobyl - O que mais me atrai no Rio de Janeiro é a música. O samba verdadeiro é arrepiante. O baile funk é a música eletrônica inventada no Rio que contagia o mundo inteiro com uma característica muito própria. Acompanho a cena desde o começo dos anos 90, crio minhas músicas ha mais de 15 anos com muita influência carioca. Misturo o baile funk com vários outros tipos de sons, como rock, electro, rap, house, b-more e percorro o mundo passando essa mensagem sonora. Tenho muitos amigos no Rio e adoro o clima de praia com urbano, o que torna o Rio de Janeiro a cidade mais bonita do mundo.

IB - Que diferença você percebe entre os públicos de Sampa e do Rio?

Chernobyl - Depende muito do club que você vai tocar. Mas gosto muito das duas cidades. Cada uma do seu jeito. Felizmente tenho ótimas reações de público nas duas. Pra tocar, me sinto mais em casa do que em Porto Alegre, que é de onde venho. Rio e SP valorizam mais a criatividade, sem dúvida.

IB - No geral, que DJ você acha que todo mundo deveria conhecer?

Chernobyl - Tem muita gente boa,gente com personalidade, DJs que não são apenas seguidores de tendência…Mas, atualmente, gosto muito do Brodinski.

IB - O que o público pode esperar da sua participação na Bootie?

Chernobyl - Diversão e acabação. Vou tocar muita coisa louca, boa pra se jogar, com muita pegada funk, fritação de eletrônico e peso de rock. Há sempre um toque de bom humor quando se faz mash up…Acho que a Bootie vai ser incrível. Tô preparando músicas especialmente pra festa.

Por: equipe Ipanema.blog

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07 de julho de 2010

Mashup com João Brasil

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Ele é referência nos mashups em todo mundo, após aprender o corte e colagem musical na Berklee College of Music. Com projeto de lançar um EP, agora no segundo semestre, João Brasil também se prepara para vir ao Rio como atração principal da terceira edição da Bootie. Entre estudos e projetos, João parou um pouquinho para conversar com o Ipanema Blog, sobre mashups, Bootie Rio e afins. E para quem pensa que a vida do João se limita às festas, ele já surpreende. “Trabalho o dia inteiro…”.

Foto: I Hate Flash

IB - Como surgiu a idéia de misturar músicas transformando em uma nova?

JB - Aprendi a fazer colagens sonoras, bem clássicas, na minha faculdade de música, na Berklee College of Music. Depois a pedidos dos jornalistas e amigos Bruno Natal e Alexandre Matias fiz meu primeiro mashup pop. Depois de ouvir o Girl Talk, minha percepção mudou e comecei a misturar tudo com tudo o tempo todo.

IB - Quem você destaca da cena musical, atualmente?

JB - Que pergunta difícil hein? Tem tanta gente! De mashups ou em geral? Na cena de mashups, o meu preferido, no Brasil, é o André Paste. No mundo, para mim, uma das mentes mais interessantes é a do Diplo. Gosto muito das produções do DJ Chernobyl também.

IB - Como você se sentiu quando soube que a Bootie chegaria ao Brasil, oficializando o nosso interesse nos mashups?

JB - Acho maravilhoso. Uma festa com tamanho prestígio no mundo, já tava na hora. Sou a favor da pluralidade festiva.

IB - Aproveitando.. O que podemos esperar de você na Bootie?

JB - Vou fazer meu set inspirado no meu projeto 365 mashups, vai ser uma mashupada só.

IB - Sobre você…Em Londres do que você sente falta do Brasil e no Brasil do que você sente falta de Londres?

JB - Em Londres, sinto falta do calor do público brasileiro e  no Brasil não sinto falta dos pedidos na cabine de DJ.

IB - E projetos em andamento? Tem novidades a caminho?

JB - Vou lançar um EP no segundo semestre, só com músicas de minha autoria, pela gravadora alemã “Man Recordings”. ;D

Por: equipe Ipanema.blog

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10 de junho de 2010

O mashup do DJ Gorky

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Ele surgiu para a gente como um dos DJs + “showmen” bem humorados do Bonde do Rolê e agora, cada vez mais, se firma nas pickups, pelas noites. Uma das atrações da segunda edição da Bootie Rio, que rola amanhã na Fosfobox, o Rodrigo Gorky saiu do seu esconderijo carioca (pois, sim, ele mora no Rio) para bate-papo rápido com o Ipanema Blog, contando o que espera da party e mostrando os seus preferidos da cena local.

gorky

IB - O que veio primeiro? Bonde do Rolê ou DJ Gorky?

Gorky - DJ Gorky, desde 2002, o Bonde foi uma derivaçao do Gorky + Pedro fazendo piada.

IB - Como você se envolveu com os mashups e como conheceu a Bootie?

Gorky - Os mashups foram os meus primeiros passos para produzir musica, porque, com eles, você aprende estruturaçao, refrão etc. Já a Bootie conheci pelo Fabiano Moreira mesmo, porque na época que fazia mashup, eram mais “truques tirados da manga” na hora de tocar do que o principal…

IB - O que você acha da cena de festas carioca? Quais DJs, bandas, chamam sua atenção aqui?

Gorky - Tirando a Bootie, gosto bastante das Carol, que fazem a Clap, do pessoal da Ice Cream (Yugo e os Ritmos Digitais) e o pessoal do Seis, que sempre fazem as festas com os melhores conceitos!

IB - Quais seus projetos para este ano, além da Bootie? Veremos mais de você aqui no Rio?

Gorky - Entao, segredo aqui entre a gente? Eu moro no Rio, so que me escondo toda vez que to aqui!

IB - Qual mashup você acredita que vai surpreender a todos?

Gorky - Acho que cada um se surpreende de um jeito. Por exemplo, o meu preferido de todos os tempos é um com Pavement e Destiny’s Child, mas que se eu tocasse na pista, esvaziaria na hora!

Por: equipe Ipanema.blog

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20 de maio de 2010

Bate-papo com Nepal

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Ele atravessou a Ponte Rio-Niterói para se tornar um dos principais DJs do cenário carioca. À frente da Pimp, produzida pela Suzana Trajano, o DJ Nepal bateu-papo com o Ipanema Blog, contando sobre novos projetos e, é claro, música. Check it out.

nepal

IB - Como começou sua relação com a música e seu trabalho como DJ?

Nepal - Bem nas antigas, quando morava em Nikiti, em 1993/96, fazia parte de um grupo  muito ligados a música. Importávamos cd’s e trocávamos pré internet/mp3. Sempre nos encontrávamos nos points da cidade para trocar idéia sobre música e andar de skate.

Desse grupo tem alguns destaques no mundo da música atual como Mc Black Alien, Mc Marechal, Mc De leve, DJ Castro e DJ David Tabalipa. Começamos a fazer festas para escoar todas aquelas músicas que ouvíamos paras outros amigos. Vinha sempre para o Rio curtir as baladas até que um dia tive a oportunidade de tocar e fui indo de uma festa para outra… Até hoje.

IB - Nos últimos meses a noite do Rio vem ganhando ainda mais destaque, com festas locais indo para São Paulo, como a Buati.  O que você acha que atrai as pessoas nas festas cariocas?

Nepal - Me orgulho muito de morar numa cidade como o Rio, onde se tem um cenário tão bonito que ornamenta e inspira qualquer festa e DJ. Além da grande capacidade do carioca para festejar, o que acaba atraindo e fascinando tantos turistas, isso faz com que outras cidades também queiram participar do calendário das festas cariocas. Inclusive toco na próxima edição da Buati, 11/07, no Lions (excelente club de SP).

IB - Quem da cena local, seja DJ, produtor etc., você destaca?

Nepal - Como produtor de festas tem muitos com quem trabalho: O pessoal da MOO, Camarano&Argento (Buati), Suzana Trajano (I Love Pop e Pimp),  Disalvo (Bailinho) e outros. Todos esses que sempre estão agitando o cenário carioca com idéias geniais para o publico se divertir.

Como DJ são tantos! Gosto de ouvir os sets dos meninos dos Os Ritmos Digitais (Yugo + Salim + Milos), do Tata e Gustavo MM (sempre), Mauricio Lopes (Sempre) , DJ Babão e DJ Pachu e DJ Tamempi  (Representam o Rap pra mim).

IB - Além da Pimp, quais são seus projetos atuais? Algum projeto a ser lançado?

Nepal - Ando tentando me concentrar e terminar o disco do meu projeto de releitura de sons dos anos 70. Chama-se Banda Bife! Acho que consigo fazer isso até o fim do ano… Por enquanto uma palhinha de uma música que fizemos para trilha de um vídeo que tem muito a cara do Rio, “O Brasil na ginga do futebol”.

Ipanema Tip: Clique em “Mais” para assistir o vídeo.

(mais…)

Por: equipe Ipanema.blog

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06 de maio de 2010

Os sabores de Daniel Simas

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O perfil desta semana é de dar água na boca. Dono dos melhores cupcakes do Rio, Daniel Simas, que lançou novo cardápio recentemente, adoça o bate-papo com o Ipanema Blog contando sua paixão por gastronomia, dividindo dicas e já adiantando que tem novidades ainda este ano…

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IB - De onde surgiu a ideia de fazer cupcakes? E sua relação com a gastronomia?

DS - Meu interesse pela cozinha existe desde sempre. Na cozinha eu resolvo os meus problemas e encontro as minhas soluções. Em um determinado momento me dei conta que não dava pra ficar longe desse universo e isso requer muita dedicação e exclusividade. Foi então que decidi fazer disso o meu ofício. Os cupcakes são uma paixão pessoal.  E isso já faz muito tempo.

Gosto da forma, da idéia e, apesar de ser algo tão gringo, penso estar muito próximo do brasileiro o interesse pelo bolinho, completinho e tão pequeno. Sempre me interessei pela forma e pela alegria dos cupcakes. Sou viciado em criá -los e meu trabalho com eles pretende oferecer às pessoas algo relacionado à pausa, à fantasia.

IB - De onde vem as inspirações para criar novos sabores?

DS - Pode vir de toda a parte. Mesmo. No geral acontece de maneira inusitada, a partir de experimentação na cozinha. Pode vir de alguma lembrança, obsessão, de algum sonho. Daí me debruço em livros, rabisco meus cadernos e vou pra cozinha até me aproximar desse sonho. Já veio de coisas que eu li, músicas que ouvi, coisas que eu vi, sabores que eu não esqueço ou que eu gostaria de conhecer.

IB - Tem havido, cada vez mais, a mistura de música e sabores. O que mais você acha que é essencial para curtir o momento em um restaurante ou lounge?

DS - Eu nunca separei música de comida - na minha cozinha tem vitrola. Quando preparo jantares, escolher a música sempre é uma questão que gosto de me envolver. Definitivamente a música pode ampliar o prazer de comer e criar uma atmosfera ideal para esse momento. Adoro pessoas que vão sozinhas a restaurantes e são boas companhias para si mesmas. Em lounges gosto da informalidade e de soluções práticas para o serviço de comidinhas.

IB - Você acha que o carioca se importa em “comer bem”?

DS - Existe uma espontaneidade no carioca, uma descontração, uma simplicidade natural, que não significa desinteresse por comer bem, pelo contrário. Além disso, o carioca, de uma maneira geral, gosta de festas e celebrações - onde, evidentemente, boa comida não deve faltar.  Carioca gosta e está acostumado com a beleza. Existe interesse por cores e novidades.

IB - Além do cardápio novo, o que mais podemos esperar de você, este ano?

DS - Estou desenvolvendo um docinho mais singelo e prático para situações em que um cupcake seria um “exagero”. Recebo muitos pedidos de solução para ocasiões em que come-se pouco, como festas em que as pessoas querem beber e dançar. (Não, não são seringas de glicose).

Além disso, sigo com os cupcakes procurando trazer novidades. Gosto de trabalhar com artistas de diversas áreas, cada um com sua loucura. O cupcake como ícone pop cria muito espaço para expressão visual de muitas maneiras.

(mais…)

Por: equipe Ipanema.blog

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29 de abril de 2010

Mate Lelo

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Uma das figuras femininas mais presentes nas intervenções urbanas espalhadas pelo Rio, a designer Mate Lelo, como seu irmão João Lelo, cresceu brincando com arte.

À frente da produtora Bloco Mulltimídia, ela também organizou intervenções nos pedalinhos da Lagoa, participa de expos e tem inúmeras idéias para 2010. Se pensa em focar em outra área? “Uma coisa que eu sempre falo é que se meu irmão e eu não seguissemos algo relacionado a arte, nós seríamos aquelas pessoas que depredam galerias”, brinca.

Mate Lelo

IB – Como começou sua carreira nas artes?

ML - Pais arquitetos que sempre pintaram, desenharam… Minhas camisetas e meus tênis, quando criança, eram todos customizados com aerógrafo, stencil, entre outras técnicas e eu achava o máximo.  Queriam que víssemos as coisas com a cabeça ainda aberta, antes de sofrer influências de opiniões externas.

Como artista eu comecei fazendo ilustrações digitais, depois de um tempo passei a imprimí-las e colá-las como cartazes na rua. Nessa época também comecei a fazer stencils pequenos ainda. Depois de um tempo, comecei a fazer gravuras em silk screen, utilizando uma mesa montada pelo meu irmão em nosso estúdio e há mais ou menos um ano comecei a fazer instalações na rua utilizando stencils maiores, que eu componho com cartazes, telas de arame e pregos.

IB – Você acha que ainda é pequena a participação de mulheres no street art? Quem você destacaria?

ML - A arte urbana é muito ampla, tem muita coisa acontecendo por aí. Dizer que a participação de mulheres é pequena, não sei. Mas com certeza os homens tem aparecido mais do que mulheres.

Tem três mulheres que curto muito o trabalho não só na rua como o indoor também, que é a Fefe Talavera, de São Paulo, a Tika Tiger e a Rachel Schembri que têm um trabalho lindo, lindo.

IB – E sobre seus projetos? Pode falar um pouco sobre eles? Está organizando mais ações para este ano?

ML - Com certeza vem aí uma nova edição do Arte Interativa na Lagoa e estou amadurecendo um projeto completamente diferente dos pedalinhos, mas ligado a arte também. Muito em breve vocês ficarão sabendo.

Por: equipe Ipanema.blog

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20 de abril de 2010

A noite eletrônica de Gustavo Tata

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De freqüentador da noite carioca, não demorou muito para Gustavo Tatá pular para atrás das pickups e se tornar um dos principais DJs da cena local, ficando mais conhecido por tocar na X-Demente com seu estilo eletrônico. Hoje ele é residente da Buati e ainda foca outros projetos que envolvem, é claro, muita música e moda.

Gustavo Tata

Gustavo Tata

IB - Antes, a música eletrônica era associada à Sampa. Como você vê o Rio, dentro deste cenário, atualmente?

GT - O Rio sempre teve uma cena eletrônica muito forte, uma cena undergrond super rica, com clubes e DJs ótimos. Além de estar mais divulgada e todo mundo conhecer.

Acredito que se o governo ajudasse e não gostasse tanto de acabar com a diversão dos outros, nós com certeza estaríamos melhores situados, mas no geral acho que o Rio continua lindo e super bem inserido no cenário brasileiro.

IB - Qual roteiro você indicaria para quem quer conhecer a noite do Rio?

GT - Cerveja no bar Urca + drink no miam miam + MOO + after no Dama de Ferro.


IB - E quais artistas acha que merecem ser conhecidos?

GT - Eu indicaria os artistas das galerias de arte Artur Fidalgo e Laura Marsiaj e claro uma ida ao MAM que é lindo.

IB - Em quais projetos você está envolvido atualmente e o que mais podemos esperar para este ano?

GT - Tenho produzido algumas faixas com o Droors, do Jamanta Crew, e estou como DJ residente da BUATI , então o público, no mínimo, pode esperar alegria e diversão nos meus sets! Fora isso, este ano estou focado também em alguns projetos pessoais que não estão relacionados a musica…

Por: equipe Ipanema.blog

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16 de abril de 2010

Ready for a mashup party?

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Quem é ligado em festas, sabe que a primeira edição da Bootie Rio, produzida por Fabiano Moreira, vai dar o que falar agora em maio. A party já é ponto certo pros fãs de mashups na Europa e EUA e foi criada em 2003 pelo casal de DJs Adrian e The Mysterious D, que chega aqui como AplusD. Batemos um papo exclusivo com eles sobre a bootie culture e, claro, sobre o que nós podemos esperar.

Ready for a mashup?

Adrian and the Misterious D

IB - Como surgiu o a dupla AplusD e projeto Bootie Club?

AplusD - Ouvimos o primeiro mashup em 2002 e foi “love at first listen”. Na época, tínhamos apenas começado como DJs e os mashups se encaixaram perfeitamente no nosso estilo eclético, all-over-the-map.

Naquela época, a maioria das pessoas nos EUA nunca tinha ouvido falar sobre “mashup” ou “bootleg”, então, decidimos iniciar o nosso próprio club dedicado exclusivamente ao estilo.

Assim que a festa começou, quisemos começar a fazer os nossos próprios mashups. Foi quando produzimos faixas com o nome AplusD, que não são apenas nossas iniciais, mas também um pouco de um trocadilho, pois em circuitos “bootleggers”, a maioria dos mashups é conhecida como “A + B” ou “A contra B”.

IB - Quem influencia cada um de vocês quando criam um mashup? Como é o processo até perceber que duas músicas diferentes podem se encaixar?


AplusD - Às vezes, uma nova música nos lembra uma antiga, então tentamos traçar uma ligação entre os dois temas e mostrar como, apesar das décadas que podem separá-las, elas são realmente semelhantes.

Outras vezes, nós pegamos dois artistas que nem mesmo “estariam numa mesma sala” e “forçamos” um dueto que soa estranhamente natural, o que é sempre divertido.

IB - E sobre o Brasil … Existe algo especial que vocês desejam conhecer por aqui?

AplusD - Nós dois estamos realmente ansiosos para conhecer a vida noturna daí e ouvir as músicas que estão tocando nos clubes. Nós amamos também o fato do Brasil realmente saber como fazer uma festa… Não podemos esperar para nos divertir!

IB - E quais são suas expectativas para a primeira Bootie no Rio?

AplusD - Esperamos nos divertir! Esperamos um público diversificado que quer “to shake their booties” e ouvir as pessoas cantando e sorrindo quando reconhecem alguma música, especialmente dentro de um mashup inteligente!

** Vale também ficar ligado, pois ontem começaram as vendas dos ingressos no Espaço Fashion. Os 50 primeiros ainda levam ecobag exclusiva da marca para a festa.

English version available by clicking on “mais”

(mais…)

Por: equipe Ipanema.blog

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08 de abril de 2010

back to back to back

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Eles se inspiraram no projeto Les Rythmes Digitales, do Stuart Price (produtor da Madonna), para criar uma party no Rio onde poderiam ouvir sons diferentes. Daí surgiu osritmosdigitais. Foram necessárias apenas três edições da festa para o trio Millos, Yugo e Salim receberem convites e levarem seu som à outros lugares. E quem frequenta a noite do Rio sabe… Os meninos estão bombando atualmente.

osritmosdigitais

IB - Como é tocar ao vivo dividindo o espaço com mais duas pessoas?

Millos - É divertido, mas também um desafio. Temos preferências musicais diferentes, mas ao mesmo tempo complementares. Acho que o nosso trunfo é esse. Preferimos dividir o tempo que temos para se apresentar em três. Mas quando tocamos ao mesmo tempo, tentamos ficar de olho no que o outro está tocando, para fazer com que o set todo conte uma história.

Yugo - Juntos, fazemos algo como um “back to back to back”. É legal porque é como uma reunião de amigos, onde cada um coloca uma música depois da que o outro colocou e isso se completa de uma maneira incrível. E não sou eu quem diz isso apenas, muita gente diz isso pra gente. Esse é o espírito, simples mesmo.

IB - Muitos DJs têm surgido no Rio. Vocês acham que o carioca está mais ligado na qualidade da música que ouvem do que o lugar que freqüentam?

Millos - Não sei ainda se as pessoas saem pela qualidade da música ou por quem está no line up. Acho que o hype em torno de cada festa ainda conta muito mais que isso. Claro que há exceções. Não é a toa que nós temos tocados bastante por aí. Mas acho que a maoria das pessoas ainda vai pra pista para reconhecer, e não conhecer, música.

IB - Como é o processo de criação de vocês?

Salim - Ainda não produzimos música. De qualquer forma, diariamente trocamos música igual criança com figurinha. A pesquisa musical é intensa e de todos os lados. Acho super bacana colocar para outras pessoas um pouco do que trocamos. Por sinal, sou o único de nós que gosta da idéia de fazermos “back to back to back”. O processo é completamente diferente de quando faço um set sozinho.

IB - Quem vocês destacariam do cenário do Rio?

Millos - Eu curto DJs que seguem uma linha mais autoral, com mais pesquisa musical, mas que ainda assim tocam músicas empolgantes. O DJs da Moo (Diogo Reis e Eduardo Cristoph) e da Combo (Badenov e Gustavo MM) são bons exemplos.

Yugo - Pessoalmente, também gosto bastante do Nepal e, da molecada nova como a gente, destaco o Bernardo Campos e o André Câmara (Sugar Rush). Curto também a proposta do The Twelves, principalmente como produtores, porque tem uma assinatura.

Salim - Acho que vale a pena destacar também o pessoal da produção das festas. A Loulou Chavarry, o pessoal da Moo e o Hugo (Yugo) em parceria com o André Câmara são os que trazem no mínimo um frescor musical para a noite no Rio. O povo da Calzone também manda super bem, mas anda sumido. A Dancing Cheetah também, feita por três deles, é igualmente bacana e esporádica.

IB - Quais os projetos de vocês pra este ano?

Millos - Queremos fazer mais edições da “Os Ritmos Digitais convidam”, sempre com um convidado bacana. Tem também o nosso site novo, que deve estar no ar muito em breve e queremos lançar material próprio, como re-edits e remixes.

Salim - A idéia é criarmos uma cultura músical e representatividade cultural. É para todos ganharem com isso. Aos poucos vão surgindo as outras novidades e nesse meio tempo provavelmente também as produções próprias. Mas tudo em seu tempo, sem trocar os pés pelas mãos.

Por: equipe Ipanema.blog

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